Oi,
gente!
Essa é
a quarta e última parte da série de posts sobre o Festival Varilux de Cinema
Francês. Espero que tenham gostado dos posts, que tenham ficado com vontade de
assistir aos filmes e que tenham conseguido ver algum no Festival. Quem se
interessou e não conseguiu, a maioria deles vai estrear no cinema daqui a algum
tempo; O Homem Que Ri e A Datilógrafa já estão em cartaz. Confiram o último post, com os dois últimos filmes que vi no
Festival.
Direção: Ilmar Raag
Origem: França
Ano: 2012
Sinopse: Anne deixa a
Estônia para vir a Paris, cuidar de Frida, uma idosa estoniana que emigrou para
a França há muito tempo. Anne logo percebe que não é desejada. Tudo que Frida
quer da vida é a atenção de Stéphane, seu amante há tempos. Stéphane, no
entanto, está desesperado para que Anne fique e cuide de Frida, mesmo contra a
vontade da velha senhora. Neste conflito de estranhos, Anne encontra seu
próprio caminho.
Frida é uma senhora idosa com um gênio
muito complicado, que já espantou muitos cuidadoras que seu ex-amante Stéphane
contratou e tentou se matar com a última cuidadora. Depois disso, Stéphane teve
a ideia de contratar uma cuidadora estoniana para ver se Frida se identificaria
e se animaria com ela. Foi aí que uma casa de repouso, onde Anne já trabalhou,
a telefonou e fez a proposta para que fosse morar em Paris para cuidar de uma
senhora estoniana, já que falava francês e que sua mãe, a quem se dedicou a
cuidar nos dois últimos anos, falecera. Depois de pensar um pouco, Anne
aceitou.
No início, a relação de Anne com Frida foi
difícil, fazendo com que Anne recorresse a seu patrão, Stéphane, e quase
desistisse do trabalho. Porém, não se deixou dar por vencida e tentou de tudo
para ganhar a simpatia de Frida e para agradá-la; e acabou ganhando ainda mais
do que isso.
O filme não traz nada de surpreendente, mas
a evolução da relação entre Anne, Stéphane e Frida é interessante, além da
atuação ótima de Jeanne Moreau. Vale a pena assistir.
Direção: Jean-Paul
Lilienfeld
Origem: França
Ano: 2013
Sinopse: Uma noite, uma mulher vai a uma delegacia confessar o
assassinato do seu marido violento cometido há muitos anos. Mas à medida que a
policial interroga essa mulher, menos tem vontade de prendê-la.
A
personagem de Sophie Marceau é uma mulher reprimida, que convive com a
violência doméstica desde a infância, não sabe se impor e que, por isso, é
totalmente instável psicologicamente. As histórias que ela conta são fortes,
até emocionam, mas a delegada, interpretada por Miou-Miou, é o verdadeiro
destaque do filme, variando entre momentos de fúria, impaciência, pena,
reconhecimento, ironia e instabilidade emocional. Prenda-me foi o último filme que vi no Festival Varilux de Cinema
Francês e também o mais forte. Recomendo!
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