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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Agulha no Palheiro

Quem sou eu? Criar definições e julgamentos sobre os outros é fácil – você os observa, convive com eles e tira suas conclusões. Difícil mesmo é definir-se e julgar a si próprio. Uma ironia, pois você observa-se e convive consigo mesmo desde que estava dentro do útero da sua mãe. Então por que é tão difícil assim, para todos nós, respondermos essa aparente simples pergunta: “quem sou eu?”? A resposta não se resume apenas a eu sou assim, eu sou assado, gosto e não gosto disso ou daquilo. É algo muito mais amplo, que engloba muito mais tópicos. Afinal, somos seres humanos, feitos de carne, osso, sangue, pele, alma e sentimentos. Não somos simples... coisas.

Lendo o meu perfil “quem sou eu” do blogger como exemplo, pode-se perceber que ele diz, ao mesmo tempo, muito e pouco sobre mim:

- Quem sou eu? Nem 1/3 do que você vê e nem 1/5 do que você imagina.
Ou seja, talvez você nunca saiba quem sou eu de verdade, mas pode chegar perto que medo.

- Uma aquariana paradoxal que vive em constante mudança, com humor inconstante. Ninguém até hoje conseguiu entendê-la, nem ela mesma.
Meu signo é Aquário e provavelmente vocês já sabem de tanto que eu falo sobre astrologia. Há pessoas que não acreditam nas análises astrológicas, porém eu me baseio muito nelas e, pasmem, estão quase sempre certas. O fato é que, por ser aquariana, sou paradoxal por natureza e tenho humor inconstante. Além disso, estou sempre mudando, seja o que for, como todas as pessoas normais e anormais. Agora, se até hoje eu não consegui me entender por completo, imaginem os outros... E isso deve-se justamente aos fatos citados anteriormente.

- “Sou que nem arte moderna. Não fui feita pra entender, fui feita pra admirar... cada dia um pouco mais.”
Adoro esta frase e acho que tem muito a ver comigo, exatamente por causa das explicações no tópico acima. Há coisas que não precisam ser entendidas, e sim, admiradas. Cada um tem a sua opinião e seu modo de ver o mundo e, consequentemente, entendem fatos e pessoas de maneiras diferentes. Por isso, às vezes é melhor apenas admirar sem tentar entender.

Vocês leram o meu perfil e mesmo assim não sabem nada sobre mim. Apenas que sou difícil de ser entendida. Afinal, quem sou eu?

Posso me descrever de várias formas. Fisicamente, sou uma jovem mulher de baixa estatura, com curvas, olhos castanhos, cabelo loiro escuro acinzentado e pés lindos momento eu amo meus pés e não pretendo esconder isso. Tenho 20 anos, mas tenho cara de ter uns 16. Outro dia me falaram que eu parecia ter 13. ¬¬ Ok, pessoa estranha. Mas até aí nada. Não sou só corpo, sou também uma tempestade de sentimentos confusos que inunda a minha alma já confusa. Sou muito pé no chão, mas também tenho sonhos e, claro, objetivos de vida.



Sou uma pessoa ponderada, justa e honesta, que odeia mentira, injustiça e não suporta ser enganada. Não perdoo com facilidade, portanto as pessoas têm que pensar muito bem antes de aprontar comigo se ainda quiserem manter uma boa relação. Sou extremamente leal aos meus amigos, porque sei o quanto é difícil uma amizade verdadeira hoje em dia e não vejo sentido em não sê-lo com pessoas de minha estima e, por isso, não admito que sejam diferentes comigo. Não costumo agir por impulso, apenas se tomada de muita raiva. Penso antes de agir para não me arrepender depois, mas mesmo assim me arrependo às vezes, porque não é só o cérebro que me faz agir de uma forma ou de outra. Às vezes sou ansiosa, outras não. Detesto brigar e evito brigas, mas se me obrigarem a entrar em uma, preparem-se: eu entro pra ganhar. Apesar de não gostar de brigar, adoro discutir, admito; seja uma discussão amigável ou não. Fui agraciada com uma língua ferina e é até ingratidão não usá-la. Além disso, a-do-ro uma polêmica!


Não costumo demonstrar muito meus sentimentos, não porque não gosto mas porque tenho certa dificuldade, e isso às vezes é confundido com frieza, mas, na verdade, é o contrário – eu sinto demais e isso até me prejudica. Não consigo dizer ‘eu te amo’ sem realmente sentir que amo aquela pessoa. Não gosto das pessoas com facilidade, não sou super sociável, não vou com a cara de muita gente e odeio efusividade e quem a pratica, principalmente comigo ou perto de mim. Não suporto falsidade, mas sei que temos que usá-la diariamente com pessoas de quem não gostamos (se eu pudesse, falaria tudo o que eu penso de cada pessoa insuportável na cara, mas já que não é possível devido às regras sociais, é o jeito ser falsa pra não criar brigas e atritos à toa). Porém, aquela falsidade desnecessária, praticada sem motivo social, eu não suporto mesmo. Sou muito verdadeira e um tanto sincericida (sincero que se suicida), como disse uma professora minha. Acho que a verdade deve ser dita sempre, exceto em casos especiais. Sou hiper detalhista e perfeccionista; sempre procuro fazer o mehor de tudo. Tenho uma teoria: se vai fazer, faça direito. Tudo.

Odeio ficar devendo dinheiro para quem quer que seja, só pego emprestado se for completamente necessário e também não gosto que fiquem me devendo – caloteiro comigo não tem vez, isso é desonestidade pura. Adoro uma fofoca, quem não gosta? Agora o problema é quando ela vai parar em ouvidos errados. Se tem uma coisa de que me orgulho é que sei guardar segredo. A minha boca fica realmente selada quando um amigo me conta um segredo. Nem precisa dizer pra não contar pra ninguém, porque eu não vou contar. Penso que ninguém tem nada a ver com o que fulano fez ou deixou de fazer, contanto que não interfira em sua vida. Sou muito criticada por esse meu modo de agir, porque caráter e autenticidade andam em falta nas pessoas atualmente. Entretanto, como acho que estou certa em ser uma pessoa de caráter, personalidade definida e forte, continuo sendo a mesma. Não vou agir contra os meus princípios só porque as pessoas não gostam, não é?

Prezo muito pela minha privacidade. Acho que todos devem ter momentos só seus, sem ninguém por perto para pentelhar. Não suporto que mexam nas minhas coisas, isso me tira do sério! Eu não mexo nas coisas de ninguém sem permissão, então não aceito que o façam comigo. Se alguém mexer, eu vou perceber, não adianta. Além disso, se eu for com a sua cara, podemos vir a ter uma amizade algum, dia; caso contrário jamais serei sua amiga. Não sei como, mas todas as pessoas com as quais não vou com a cara não prestam, e a máscara delas acaba caindo um dia. Sou adepta do ditado antes só do que mal acompanhada, tanto no amor quanto nas amizades. Não consigo ser falsa, fingindo que nada está me incomodando e continuar sendo amiga de uma pessoa quando, na verdade, não consigo nem mais olhar na cara dela direito e não tenho mais confiança. Confiança é como um cristal: é delicada e depois de quebrada nunca mais volta a ser o que era antes, mesmo que seja usada uma ‘cola’ potente. Eu acredito que quando uma pessoa faz uma coisa uma vez, sempre correrá o risco de fazer outra vez, ainda mais quando o assunto é traição.

Gente burra é outra coisa que não aguento. Burrice é algo irritante. Não tem como manter uma conversa interessante com uma pessoa burra, nem uma relação amorosa. Sempre me lembro do que um professor de História que tive de 5ª à 8ª série me disse uma vez: “você nunca vai conseguir namorar alguém mais burro que você. Ele vai ter que ser tão ou mais inteligente que você”. E ele estava certíssimo quando me disse isso. Este é um dos motivos pelos quais ainda estou solteira – só aparecem homens burros na minha frente. Sou bastante exigente, é verdade. Estou ficando menos, mas o fato é que não tem como passar tantas horas, dias, noites, semanas, meses e até anos com uma pessoa que não vale à pena, não é?

Sou também extremamente crítica e tenho opiniões muito bem formadas e, em grande parte das vezes, contraditórias às da maioria. Eu já nasci do-contra. Aquarianos são naturalmente revolucionários e à frente do seu tempo, não costumam pensar como a maioria. Gosto muito de julgar, coisas e pessoas. E, pasmem, estou certa na maioria das vezes. Pode demorar anos, mas algum dia as pessoas percebem que estou certa. Isso acontece o tempo todo com a minha mãe. Eu, como boa escrota que sou, adoro falar “eu não disse?”. (6) As pessoas odeiam isso, mas quem mandou não me ouvir antes de acontecer uma coisa ruim? Sarcasmo e ironia fazem parte de mim. Adoro humor ácido e comentários ácidos, inclusive os fora de hora. Também adoro fazer piadinhas e trocadilhos idiotas. Todo mundo fala mal dos pobres coitados, mas ri bastante. Um dia acabamos rindo.

Adoro azul, rosa e roxo. Adoro animais, em especial cachorros e porcos, são lindos! Não gosto muito de natureza, mas adoro flores se quiser me dar um arranjo, gosto de orquídeas, ok? e borboletas. Também não gosto de programas naturebas, como trilhas, caminhadas e acampamentos no meio do mato, até porque sou mega alérgica a insetos. Adoro símbolos de vários tipos. Aprendi a usar calça jeans aos 18 anos por causa do ar condicionado gélido do cursinho, antes só usava saia na maioria das vezes. Meu maior vício é a música, não consigo ficar um só dia sem ouvir. Também adoro karaokê, amo cantar! Sou louca para fazer aula de canto para melhorar a minha voz. Amo cinema, sou quase uma cinéfila; só não o sou porque esse terma é utilizado para designar pseudo-cults que adoram cinema e filmes alternativos sem mensagem nenhuma e final péssimo sem sentido. Gosto de todos os gêneros de filmes, inclusive alguns alternativos, exceto filmes testosterona (Sylvester Stalone, Steven Seagal e Cia.), de guerra e de aventura ‘barata’ (Star Wars, Guerra dos Mundos, Indiana Jones, etc.). Acho novela um vício horrível, porque é um tempo gasto com uma coisa inútil que eu poderia estar fazendo algo útil - sempre que uma novela das 8 vai estreiar, eu digo ‘essa não vou ver’, mas não consigo, porque a casa toda vê, acabo vendo pedaços e, quando vejo, já estou acompanhando, de novo, a novela.

Festa é comigo mesma! Festa de aniversário, festa de formatura, festa festa, festa de boate... Me acabo de dançar, saio da pista pra fazer poucas coisas e detesto ir com pessoas que não gostam de dançar e que ficam reclamando a noite toda da festa, por motivos óbvios. Boates gay são muito mais divertidas que as hetero – a música é melhor, as pessoas são mais divertidas e diferentes, quase não se vê pessoas bêbadas, menos gente fumando, você pode se soltar totalmente sem medo de ser olhada com cara de nojinho, é o mesmo preço pra homem e mulher (apesar de que pra mim que sou mulher não faz diferença, porque quase sempre entrava de graça nas boates hetero) e não tem brigas. Resumindo, você volta acabada (o), mas muito feliz pra casa. Também adoro dar presentes. Ser presenteado é ótimo, mas presentear também é muito bom, ainda mais quando você sempre acerta no presente e a pessoa adora. Eu dou presente pra pessoa gostar e usar, nada de dar vale-presente, senão não vale à pena. O bom é ver a expressão de felicidade da pessoa que você presenteia ao abrir o seu presente.

Eu não como queijo nem nada parecido ou que contenha queijo, ponto. Sou viciada em camarão, Coca-Cola e batata frita. Sou chocólatra e adoro doces (com chocolate, de preferência), mas só como quando me dá muita vontade. Só faço questão de comer carne vermelha em forma de churrasco, mas frango gosto de quase todas as maneiras e adoro peixe. Como boa descendente de italianos, não dispenso um bom macarrão, em variadas formas. Sou muito chata pra comer. Adoro a comida da minha mãe, mas também adoro comer fora (enjoa comida caseira todo dia). Sou simplesmente maluca por salgadinhos! Se me deixarem com uma bandeja na frente, quando voltarem não terá mais nada. Meus preferidos são coxinha, risole de camarão, bolinha de bacalhau, empada de camarão e frango. Gosto de algumas bebidas alcoólicas, mas não bebo por causa da minha gastrite e porque não vejo sentido em ficar bêbada. Quando bebo, bebo pra apreciar o gosto da bebida, não pra ficar na mão do palhaço, porque homem bêbado já é horrível e mulher é pior ainda. Já vi cada vexame de garotas sendo carregadas desmaiadas ou quase de boates e festas direto para a ambulância... A garota encheu o pote, não dançou quase nada, talvez não se lembre de algumas coisas e gastou dinheiro à toa. Isso é legal? Eu não acho. Pra mim, se divertir numa festa não se resume a “nossa, bebi pra caraaalho!”. Da muito bem (e melhor) pra se divertir sóbrio, a não ser que o lugar seja uma merda. O-D-E-I-O a Lapa e ambientes boêmios, principalmente pelos motivos citados acima, com os agravantes de que a Lapa é um lugar imundo, fétido, perigoso, cheio de ratos, baratas, assaltantes e pessoas feias, além de quase todas as casas de festa serem de samba, forró e ritmos populares que não curto.

Pelo que vocês podem perceber, minha vida não é um livro aberto e acho que a de ninguém deve ser. Aliás, a de ninguém o é, pois todos têm segredos que não confessam para ninguém, nem para o terapeuta ou com uma arma na cabeça. Só com este post gigante já deu pra me conhecer bem mais, mas talvez tudo o que escrevi não seja nem metade do que eu sou. Algumas coisas não devem ser reveladas assim e outras nem eu mesma entendo. Alguns de acham normal, muitos me acham anormal. Que posso eu fazer? Como todo mundo, eu sou única e gosto de ser ainda mais única que muitos por aí. Então, quem gostou, gostou; quem não gostou... joga baralho! :)

Texto escrito para o PostIt.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

My Playlist

Várias pessoas já fizeram essa playlist e falta de inspiração para escrever é sinônimo de meme, então aí está a minha lista de músicas.

Regulamento:

O "Playlist" é uma campanha feita, àquelas pessoas que vivem com trilha sonora (ou seja, é pra quem vive, anda, dirige, lê, estuda... com um Ipod/MP3... em todos os momentos). Porque boa vida, assim, como um bom filme (adoro) - tem trilha sonora! Enfim, é pra quem gosta de música! O objetivo é relaxar = gozar a vida com muito prazer! Para participar é fácil. Compartilhe seus gostos musicais, indicando:

1. A primeira música que lhe veio à cabeça agora;

2. 1 Música pra curtir com a paquera/namorado (rido) [a]/amante/amigos com benefícios...;

3. 1 Música muito romântica;

4. 1 Música pra tirar a roupa = striptease;

5. 1 Música para uma boa transa;

6. 1 Música "I WILL SURVIVE" = hino gay;

7. 1 Música que saiu do lixo, ou pra jogar no lixão;

8. 1 Música que você ama, mas o DJ insiste em não tocar na balada;

9. 1 Música da hora (música que está na moda e vc adora!);

10. A música que você mais gosta em todo mundo! (que exagero).



My Playlist:

1. Michael Jackson – The Way You Make Me Feel
Adoro o Michael, vi o clipe desta música ontem e fiquei com ela na cabeça desde então.

2. Ciara & Justin Timberlake – Love Sex Magic e Pussycat Dolls feat. Snoop Dogg - Bottle Pop
Quanto à primeira, não preciso dizer nada, não é? O próprio nome, além do ritmo quentíssimo, já induz a cositas más. A segunda tem um ritmo contagiante para “se beneficiar” com alguém interessante, principalmente em uma festa, onde é impossível não dançar esta música.

3. John Mayer - St. Patrick's Day e Your Body Is A Wonderland
Músicas fofíssimas. John Mayer tem muitas músicas fofas e com letras românticas, mas estas duas são as que eu acho mais diretamente românticas.

4. Shakira – Ojos Asi
Ritmo latino, né? Dança do ventre, dos 7 véus... Más caliente imposible. Arriba!
Update:
The Pussycat Dolls feat. Snoop Dogg - Buttons
Como pude me esquecer dessa? É a melhor de todas para um striptease!

5. Janet Jackson – This Body e Britney Spears – Perfect Lover
As letras das duas músicas são bem sugestivas a uma boa transa, além da batida e do ritmo.

6. Spice Girls – Stop, Madonna – Into The Groove e Cher - Believe
Não há festa gay em que estas músicas não toquem e todos não comecem a dançar e cantar! Cher, então, é o clássico dos clássicos, eu ouvia quando ainda era uma criança!

7. Qualquer uma estilo Calypso e/ou sertaneja
Dispensa comentários e explicações.

8. Kylie Minogue – Like A Drug
A que os DJ’s mais tocam dela é Wow e In My Arms, mas essa que é bom nada. Ok, mas eu adoro essas duas e várias outras também.

9. Lady GaGa feat. Colby O'Donis – Just Dance
Super dançante! Continua na moda mesmo depois do lançamento de outras da Lady GaGa, sempre é tocada.

10. Bom, não existe uma só. Tenho pelo menos uma favorita de cada banda/cantor (a) favorita. Algumas delas são: Oasis – Live Forever/Jamiroquai - Seven Days in Sunny June/Evanescence - Everybody's Fool/Michael Jackson – Black Or White/Madonna – Get Togheter/Christina Aguilera – Loving Me 4 Me/Etc².

Existem muito mais músicas para citar em cada tópico, mas o post ficaria gigantescamente imenso, então coloquei as que lembrei primeiro e as de que mais gosto.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Da arte de ironizar

Ironia - s.f. Tropo que consiste em dizer o contrário do que as palavras significam. / Zombaria, sarcasmo: ironia amarga. // Ironia socrática, espécie de ensino por interrogações, familiar a Sócrates.

Ironizar - v.t. e v.i. Tornar irônico; exprimir com ironia; troçar.

A ironia é uma forma de você dizer algo que quer dizer sem dizer de modo tão, digamos, direto. Ou pode ser apenas uma forma mais bem-humorada de dizer algo sério. Pra mim, a ironia e o sarcasmo são as formas mais inteligentes e interessantes de humor. Sou altamente adepta das duas e do perco o amigo, mas não perco a piada, mesmo que eu nunca tenha perdido nenhum amigo com as minhas lindas piadinhas, mesmo algumas sendo fora de hora.

O sarcasmo é um humor malcriado, mais grosseiro e direto. A ironia já é um humor mais piadista e brincalhão. A ironia sempre aparece naquelas conversas mais descontraídas ou nas muito sérias, para descontrair um pouco. Ela aparece também sob a forma de tolerância zero. Sabe quando uma pessoa diz uma coisa idiota - principalmente se for algo óbvio e/ou pleonástico - você não resiste e precisa pronunciar uma frase irônica sobre o fato? Pois é. É a tolerância zero. Eu tenho. Afinal, quem fala o que quer, ouve o que não quer, não é?


Entretanto, a ironia apresenta alguns problemas, como tudo na vida. Nem todo mundo entende uma boa ironia. Sempre há alguém (ou ‘alguéns’) no grupo (familiar, de amigos, etc.) que não entende a sua ironia e, às vezes, te faz parecer um idiota. Se você for uma pessoa muito irônica, ainda pode ser mal interpretado quando estiver falando a verdade, pois sempre acharão que você, como de costume, está sendo irônico. Além disso, quando você fala uma ironia com uma cara séria, pode parecer que você está realmente falando uma coisa séria. Mas na verdade, você está apenas querendo fazer uma brincadeira com as palavras. Ou você pode ser irônico com tanta classe que faz todo mundo acreditar no que você falou como se fosse verdade.

Existe, ainda, um tipo de ironia que não ocorre por meio das palavras, e sim, de ações e acontecimentos – o que chamamos de ironia do destino. Segundo o dicionário, ironia é dizer o contrário do significado original das palavras. Então, isso acontece também com a nossa vida. Quem nunca odiou alguém e depois passou a amá-lo? Quem nunca disse que jamais faria algo, acabou fazendo e adorou? Quem nunca implicou com alguém e acabou ficando/tendo um caso/namorando/casando? Pois é, são ironias do destino, algo parecido com escrever certo por linhas tortas, eu diria. O destino adora brincar com a gente.


Acho que a ironia tem hora e lugar. Não podemos ironizar tudo o tempo todo. A vida precisa ter o seu lado sério e o seu lado descontraído para manter-se em equilíbrio. É por isso que digo que saber ironizar é uma arte, uma arte de saber utilizar as palavras certas, no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas; afinal, nem todos apreciam a ironia e ironia mal feita vira piadinha sem graça.


"Na saída desse circo prestes a pegar fogo, há uma placa iluminada em néon, onde se lê: bom humor."
(Autor desconhecido, pelo menos pra mim)


Texto escrito para o PostIt.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

It’s Rock’n’Roll, baby! \m/

Hoje é o Dia Mundial do Rock. Nada mais justo do que um dia para comemorar um dos mais importante estilos musicais do mundo. Aliás, o Rock não representa apenas um estilo musical, é também, para muitos, um estilo de vida, de pensar, de agir e de se vestir. Os mais conservadores o chamam de som do capeta justamente por suas características tão únicas e marcantes, que começaram a surgir nos anos 50. O Rock não tem medo de abordar nenhum tipo de assunto em suas letras, até porque seu mundo é regado a sexo, drogas e álcool. Acho que não existe banda de Rock em que seus integrantes não utilizem tais “fontes de inspiração”.

É muito difícil alguém não gostar de nenhum tipo e de algumas bandas de Rock. As pessoas que dizem que quase todas as músicas de Rock são iguais é porque não conhecem nada nem prestam atenção quando ouvem o estilo. Algumas batidas são parecidas, mas as músicas nunca são iguais; no máximo, parecidas. O Rock é segmentado em vários tipos, utilizando-se critérios de diferenciação de características musicais. Alguns de seus tipos são Pop Rock, Punk Rock, Britpop, Pop Punk Rock, Rock Alternativo, Indie Rock, Hard Rock, Hardcore, Grunge, Progressive Rock, Glam Rock, Acid Rock, Surf Music, Heavy Metal, New Metal, Trash Metal, Black Metal, Death Metal, Gothic Metal, Rock Brasileiro, etc.

Não sei se o Rock é meu estilo musical favorito, porque gosto muito de outros estilos da mesma maneira, mas entre meus artistas favoritos com certeza há muitas bandas de Rock de diferentes tipos, cujos favoritos são Alternativo, Pop Punk, New Metal e Progressive Metal. Porém, algumas das minhas bandas de Rock favoritas não pertencem a nenhum destes segmentos.

Gosto de muitas bandas de Rock, mas algumas eu realmente a-do-ro! No meu Top 10 Rock Bands, talvez não em ordem correta devido à minha indecisão, estão:

1. Oasis (essa com certeza é a melhor)


2. Evanescence


3. The Used

4. Blink 182

5. Red Hot Chili Peppers


6. Death Cab For Cutie


7. Dream Theater



8. Three Days Grace


9. Capital Inicial

10. The Offspring



Outras bandas fazem parte da minha lista são Green Day, Aerosmith, 3 Doors Down, Foo Fighters, Los Hermanos, Megadeth, Angra, Symphony-X, Nirvana, Box Car Racer, Linkin Park (antes do último CD), Alanis Morrissete, Angels & Airwaves, Audioslave, Creed, Nickelback, Barão Vermelho, Charlie Brown Jr. (das antigas), Garbage, Guns'n'Roses, Pearl Jam, entre outras. This is Rock’n’Roll, baby!

Texto escrito para o PositIt.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O Poder da Mídia

Não existe tema melhor a ser discutido do que influência da mídia para mim, que sou estudante de Publicidade e Propaganda. Diria que não é apenas influência, é também manipulação. Sabem aquelas pessoas metidas a anticapitalistas que picham os muros com a logo da Rede Globo e a frase “Manipulação. A gente se vê por aqui.”? É por aí mesmo. A manipulação que a mídia de massa exerce nas pessoas é algo que acho incrível! A mídia tem o poder de influenciar as pessoas de tal forma que formem uma opinião, mudem de opinião e gosto, sintam necessidades de consumo antes não existentes, criem novos hábitos de consumo e até inventem alguma coisa devido ao mal entendimento. Com apenas algumas palavras e/ou imagens, é possível mudar costumes, ideias, ideais, opiniões, gostos, consumos, atos, focos, tudo. Sim, a mídia é maléfica e quer nos manipular o tempo todo, todos os dias de nossas vidas. (6)


Vejamos o caso do falecimento do Michael Jackson mais uma vez. Quando ele era vivo, eu só tinha 3 amigos que gostavam da música dele. Agora que ele morreu, já ouvi de alguns que viraram fãs depois que ele morreu, quer dizer, porque ele morreu. Se ele ainda estivesse vivo, quando fosse comemorado mais um aniversário do lançamento do Thriller, se fossem feitas algumas homenagens a ele, todas essas pessoas iam olhar e falar “hum, legal, e daí?”. Porém, como a mídia está armando um circo fortemente emocional em torno de sua morte (vejam as pessoas sentem-se emocionadas com o fato, ainda mais tocando todas aquelas músicas mais lentas, lindas e melodiosas ao fundo de cada homenagem e mostrando fotos de sua carreira e de sua família.

A imagem do Michael Jackson sempre foi tão forte que ele revolucionou não só o mundo artístico como também o mundo midiático e do consumo. Para quem não sabe, a Pepsi vende mais que a Coca-Cola nos EUA, e isso começou a acontecer quando a empresa lançou este comercial com o MJ como estrela. Com o slogan The choice of a new generation (A escolha de uma a nova geração), a Pepsi quis insinuar aos consumidores que a Pepsi é o refrigerante da nova geração e que Coca-Cola é para pessoas mais velhas, seus pais e avós. Afinal, crianças, pré-adolescentes e adolescentes adoram contrariar a família e não querem consumir as mesmas coisas que eles. Foi gravando esse comercial que o MJ queimou o cabelo e sua vida começou a degringolar por causa do vício em analgésicos. A Pepsi prosperou e ganhou a concorrência com a Coca-Cola, que permanece até hoje, e o MJ se ferrou mas deve ter ganhado uma bolada enorme para não haver processo né.


Falando de cases, um case de sucesso que merece destaque é, com certeza, o da Valisére , com o famoso eterno slogan ‘O primeiro Valisére a gente nunca esquece’. Este slogan deu margem, dá até hoje e continuará a dar, a várias paródias e paráfrases na publicidade, como O primeiro amor a gente nunca esquece, O primeiro carro a gente nunca esquece, O primeiro Gradiente a gente nunca esquece, entre muitos outros. Essa situação se repete com vários e diferentes slogans por todo mundo. É por isso que dizemos na Publicidade que nada se cria, tudo de copia. É muito difícil ver algo 100% original. Tudo é feito com base em alguma inspiração.

Novelas. As novelas são fortíssimas formadoras de opinião e de novos hábitos na população. Na época em que O Clone estava sendo exibida, surgiu a moda das pulseiras-aneis, do veu (mesmo não fazendo parte da nossa tradição e não sendo usado igual a no Marrocos), de bijouterias douradas (por causa do “Muito ouro! Inch Allah!”) e da dança do ventre – houve uma explosão de mulheres fazendo aulas. Agora a moda é usar bijouterias à moda indiana (até o bindi já vi sendo vendido), ouvir música indiana, falar hare baba e tic, e daqui a pouco as pessoas começarão a procurar academias de dança indiana. Tudo por causa de Caminho das Índias.

A influência da mídia através da televisão ainda é a mais forte, apesar da internet já ter avançado bastante. A população vê as pessoas famosas e quer imitá-las, pois, em sua mentalidade, elas são um modelo de beleza e felicidade. É por isso que artistas sempre são utilizados em peças publicitárias, e também nas novelas através de product placement (conhecido como merchandising aqui no Brasil), para dar credibilidade ao produto e incentivar ainda mais o consumidor a comprar tal produto. E a população, burra, cai. A população é burra no sentido de ser cega para as segundas e terceiras intenções da mídia sobre ela; ela não percebe que é influenciada e manipulada pela mesma.

Na política, a influência da mídia é ainda mais clara. Philippe Breton trata desse assunto profundamente em seu livro Sociologia da Comunicação. Ele afirma que a preferência por um candidato é mais por sua estética que por suas propostas, e temos que concordar. Um debate político pode mudar o rumo de uma eleição. Quem vence uma eleição para governador: o candidato que se veste e fala melhor ou o que se veste estranho e fala errado? Ok, aqui no Brasil há exceções, mas o normal é o primeiro candidato vencer. Às vezes as propostas são inconsistentes ou quase não há propostas, ele fica “enrolando” nos discursos, mas é tão bem apresentável, e até carismático, e sabe falar tão bem que acaba ganhando a eleição apesar de não ser o melhor candidato. E é aí que a mídia entra com as propagandas políticas televisivas, os cartazes, as reportagens, os artigos, os folders, os sites, os materiais de campanha, etc. O Obama, por exemplo, venceu a eleição não só pelos ideias de ser o primeiro presidente negro e sinônimo de mudança, mas também por toda a estética e estratégia de atingir os jovens de sua campanha. Deixo claro que as pessoas mais esclarecidas e politizadas são exceções a estes dados, pois preocupam-se com as propostas além da estética dos candidatos.


A mídia quer influenciar e manipular as pessoas, inserir-lhes novos hábitos de consumo e modos de pensar para que a sociedade continue como está – sempre mais e mais consumista e ligada à estética. Somos mais influenciados por marcas que por ideais construtivos, nos rendemos ao que a mídia quer que sejamos e o somos, ou facilmente nos transformamos. Tudo por causa da aceitação social criada, também, pela mídia. Resumindo, o que a mídia quer é ver o circo pegar cada vez mais fogo

Texto escrito para o PostIt.

sábado, 27 de junho de 2009

It Don’t Matter If He's Black or White

Um cantor com uma voz inconfundível, um compositor, um dançarino único e excepcional, um empresário, um ator, um diretor, um pioneiro revolucionário, um gênio que agora tornou-se uma lenda. Michael Jackson se foi e vai fazer uma falta incrível para a música e para o mundo. Até agora não caiu a minha ficha de que ele não está mais entre nós aqui na Terra. Acho que pra mim ele nunca vai morrer. Eu estava ao telefone falando com o meu pai que ele ia começar uma turnê de shows pela Inglaterra e estava torcendo para ele vir para o Brasil, quando minha mãe, que estava vendo televisão, vira pra mim e fala que ele morreu. Broxei. Totalmente. Meu sonho de ir a um show dele nunca poderá ser realizado. Fazia muito tempo que eu não colocava uma música dele pra tocar e agora me deu muita vontade de ouvir, uma saudade de dançar e cantas todos aqueles hits inesquecíveis.

Eu ouvia e dançava com as músicas dele desde que era metade óvulo metade espermatozóide. A história da carreira dele se mistura, em parte, à história da minha vida. Nunca havia percebido isso antes, só depois do acontecido de quinta que me dei conta da nossa ligação, se assim posso chamá-la.


Sempre achei besteira ficar chorando pelo ídolo, mas me peguei começando a chorar ao ver uma das homenagens televisivas que estão sendo exibidas, justamente porque a sua carreira fez parte da minha vida desde muito cedo. Suas músicas me fazem lembrar bons momentos da minha vida, principalmente da minha infância.

Quando eu era criança, todos os meus coleguinhas tinham vergonha de admitir que gostavam de Michael Jackson. E assim foi na minha pré-adolescência e parte da minha adolescência também. Tudo isso porque ele era diferente e polêmico, e provavelmente os pais falavam mal do MJ em casa para eles. Dessa forma, eu ficava com certa vergonha de admitir que era fã dele na escola para não me zoarem. Depois de uma certa idade, comecei a perceber que ser diferente e ter gostos diferentes era muito mais legal do que ser igual e gostar das mesmas coisas que todos. Aí passei a admitir a quem quisesse ouvir que eu era fã do Rei do Pop.


Não tem como ficar parado ouvindo as músicas do Michael Jackson! É só começar a tocar que você já começa a mexer alguma parte do corpo, seja uma mão, um braço, uma perna, um pé ou tudo. O Rei do Pop – título mais do que merecido - jamais será esquecido, disso tenho certeza absoluta. Não importa se ele era negro ou branco, se estava deformado depois de tantas plásticas, se era hipocondríaco, quantas doenças tinha. Depois de tudo o que ele passou na infância por causa do pai, conseguir tudo o que ele conseguiu, não é pra qualquer um! Ele era, e vai continuar sendo sempre, O Michael Jackson. E vou continuar sendo muito fã e admirando-o demais. E ai de quem falar mal dele. E, sim, estou ouvindo suas músicas enquanto escrevo este post.

Update

Que fiquei bem claro que estou revoltada com o circo que a mídia, principalmente a televisiva, está armando em torno da morte do Michael Jackson. Sempre que vejo um subnick de MSN, ou qualquer outra coisa, escrito alguma coisa sobre ele de uma pessoa que sei que conhecia 3 músicas dele e mesmo assim nem sabia cantá-las e pouco se importou e criticou-o durante a sua vida toda, me dá raiva. Fã que é fã, é há certo tempo, não apenas depois da morte! Só porque a mídia está falando que ele foi isso e aquilo – e realmente foi – não quer dizer que as pessoas tenham que mudar a sua opinião de toda a vida e passar a se fazerem de fã dele. Sim, porque não são. Quando ele estava vivo, era só assunto de pedofilia, falência, cor da pele e deformidade do rosto pra cá e pra lá. E só agora que ele morreu que estão lhe dando o devido valor e vendo o seu lado bom? Vai ver aquela teoria de só dar valor depois de perder está fazendo efeito. De uma maneira torta, mas está. Mas mesmo assim não está me agradando. Não que faça diferença para alguém, mas não está, e me deu vontade de expressar.