quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Agulha no Palheiro

Quem sou eu? Criar definições e julgamentos sobre os outros é fácil – você os observa, convive com eles e tira suas conclusões. Difícil mesmo é definir-se e julgar a si próprio. Uma ironia, pois você observa-se e convive consigo mesmo desde que estava dentro do útero da sua mãe. Então por que é tão difícil assim, para todos nós, respondermos essa aparente simples pergunta: “quem sou eu?”? A resposta não se resume apenas a eu sou assim, eu sou assado, gosto e não gosto disso ou daquilo. É algo muito mais amplo, que engloba muito mais tópicos. Afinal, somos seres humanos, feitos de carne, osso, sangue, pele, alma e sentimentos. Não somos simples... coisas.

Lendo o meu perfil “quem sou eu” do blogger como exemplo, pode-se perceber que ele diz, ao mesmo tempo, muito e pouco sobre mim:

- Quem sou eu? Nem 1/3 do que você vê e nem 1/5 do que você imagina.
Ou seja, talvez você nunca saiba quem sou eu de verdade, mas pode chegar perto que medo.

- Uma aquariana paradoxal que vive em constante mudança, com humor inconstante. Ninguém até hoje conseguiu entendê-la, nem ela mesma.
Meu signo é Aquário e provavelmente vocês já sabem de tanto que eu falo sobre astrologia. Há pessoas que não acreditam nas análises astrológicas, porém eu me baseio muito nelas e, pasmem, estão quase sempre certas. O fato é que, por ser aquariana, sou paradoxal por natureza e tenho humor inconstante. Além disso, estou sempre mudando, seja o que for, como todas as pessoas normais e anormais. Agora, se até hoje eu não consegui me entender por completo, imaginem os outros... E isso deve-se justamente aos fatos citados anteriormente.

- “Sou que nem arte moderna. Não fui feita pra entender, fui feita pra admirar... cada dia um pouco mais.”
Adoro esta frase e acho que tem muito a ver comigo, exatamente por causa das explicações no tópico acima. Há coisas que não precisam ser entendidas, e sim, admiradas. Cada um tem a sua opinião e seu modo de ver o mundo e, consequentemente, entendem fatos e pessoas de maneiras diferentes. Por isso, às vezes é melhor apenas admirar sem tentar entender.

Vocês leram o meu perfil e mesmo assim não sabem nada sobre mim. Apenas que sou difícil de ser entendida. Afinal, quem sou eu?

Posso me descrever de várias formas. Fisicamente, sou uma jovem mulher de baixa estatura, com curvas, olhos castanhos, cabelo loiro escuro acinzentado e pés lindos momento eu amo meus pés e não pretendo esconder isso. Tenho 20 anos, mas tenho cara de ter uns 16. Outro dia me falaram que eu parecia ter 13. ¬¬ Ok, pessoa estranha. Mas até aí nada. Não sou só corpo, sou também uma tempestade de sentimentos confusos que inunda a minha alma já confusa. Sou muito pé no chão, mas também tenho sonhos e, claro, objetivos de vida.



Sou uma pessoa ponderada, justa e honesta, que odeia mentira, injustiça e não suporta ser enganada. Não perdoo com facilidade, portanto as pessoas têm que pensar muito bem antes de aprontar comigo se ainda quiserem manter uma boa relação. Sou extremamente leal aos meus amigos, porque sei o quanto é difícil uma amizade verdadeira hoje em dia e não vejo sentido em não sê-lo com pessoas de minha estima e, por isso, não admito que sejam diferentes comigo. Não costumo agir por impulso, apenas se tomada de muita raiva. Penso antes de agir para não me arrepender depois, mas mesmo assim me arrependo às vezes, porque não é só o cérebro que me faz agir de uma forma ou de outra. Às vezes sou ansiosa, outras não. Detesto brigar e evito brigas, mas se me obrigarem a entrar em uma, preparem-se: eu entro pra ganhar. Apesar de não gostar de brigar, adoro discutir, admito; seja uma discussão amigável ou não. Fui agraciada com uma língua ferina e é até ingratidão não usá-la. Além disso, a-do-ro uma polêmica!

Não costumo demonstrar muito meus sentimentos, não porque não gosto mas porque tenho certa dificuldade, e isso às vezes é confundido com frieza, mas, na verdade, é o contrário – eu sinto demais e isso até me prejudica. Não consigo dizer ‘eu te amo’ sem realmente sentir que amo aquela pessoa. Não gosto das pessoas com facilidade, não sou super sociável, não vou com a cara de muita gente e odeio efusividade e quem a pratica, principalmente comigo ou perto de mim. Não suporto falsidade, mas sei que temos que usá-la diariamente com pessoas de quem não gostamos (se eu pudesse, falaria tudo o que eu penso de cada pessoa insuportável na cara, mas já que não é possível devido às regras sociais, é o jeito ser falsa pra não criar brigas e atritos à toa). Porém, aquela falsidade desnecessária, praticada sem motivo social, eu não suporto mesmo. Sou muito verdadeira e um tanto sincericida (sincero que se suicida), como disse uma professora minha. Acho que a verdade deve ser dita sempre, exceto em casos especiais. Sou hiper detalhista e perfeccionista; sempre procuro fazer o mehor de tudo. Tenho uma teoria: se vai fazer, faça direito. Tudo.

Odeio ficar devendo dinheiro para quem quer que seja, só pego emprestado se for completamente necessário e também não gosto que fiquem me devendo – caloteiro comigo não tem vez, isso é desonestidade pura. Adoro uma fofoca, quem não gosta? Agora o problema é quando ela vai parar em ouvidos errados. Se tem uma coisa de que me orgulho é que sei guardar segredo. A minha boca fica realmente selada quando um amigo me conta um segredo. Nem precisa dizer pra não contar pra ninguém, porque eu não vou contar. Penso que ninguém tem nada a ver com o que fulano fez ou deixou de fazer, contanto que não interfira em sua vida. Sou muito criticada por esse meu modo de agir, porque caráter e autenticidade andam em falta nas pessoas atualmente. Entretanto, como acho que estou certa em ser uma pessoa de caráter, personalidade definida e forte, continuo sendo a mesma. Não vou agir contra os meus princípios só porque as pessoas não gostam, não é?

Prezo muito pela minha privacidade. Acho que todos devem ter momentos só seus, sem ninguém por perto para pentelhar. Não suporto que mexam nas minhas coisas, isso me tira do sério! Eu não mexo nas coisas de ninguém sem permissão, então não aceito que o façam comigo. Se alguém mexer, eu vou perceber, não adianta. Além disso, se eu for com a sua cara, podemos vir a ter uma amizade algum, dia; caso contrário jamais serei sua amiga. Não sei como, mas todas as pessoas com as quais não vou com a cara não prestam, e a máscara delas acaba caindo um dia. Sou adepta do ditado antes só do que mal acompanhada, tanto no amor quanto nas amizades. Não consigo ser falsa, fingindo que nada está me incomodando e continuar sendo amiga de uma pessoa quando, na verdade, não consigo nem mais olhar na cara dela direito e não tenho mais confiança. Confiança é como um cristal: é delicada e depois de quebrada nunca mais volta a ser o que era antes, mesmo que seja usada uma ‘cola’ potente. Eu acredito que quando uma pessoa faz uma coisa uma vez, sempre correrá o risco de fazer outra vez, ainda mais quando o assunto é traição.

Gente burra é outra coisa que não aguento. Burrice é algo irritante. Não tem como manter uma conversa interessante com uma pessoa burra, nem uma relação amorosa. Sempre me lembro do que um professor de História que tive de 5ª à 8ª série me disse uma vez: “você nunca vai conseguir namorar alguém mais burro que você. Ele vai ter que ser tão ou mais inteligente que você”. E ele estava certíssimo quando me disse isso. Este é um dos motivos pelos quais ainda estou solteira – só aparecem homens burros na minha frente. Sou bastante exigente, é verdade. Estou ficando menos, mas o fato é que não tem como passar tantas horas, dias, noites, semanas, meses e até anos com uma pessoa que não vale a pena, não é?

Sou também extremamente crítica e tenho opiniões muito bem formadas e, em grande parte das vezes, contraditórias às da maioria. Eu já nasci do-contra. Aquarianos são naturalmente revolucionários e à frente do seu tempo, não costumam pensar como a maioria. Gosto muito de julgar, coisas e pessoas. E, pasmem, estou certa na maioria das vezes. Pode demorar anos, mas algum dia as pessoas percebem que estou certa. Isso acontece o tempo todo com a minha mãe. Eu, como boa escrota que sou, adoro falar “eu não disse?”. (6) As pessoas odeiam isso, mas quem mandou não me ouvir antes de acontecer uma coisa ruim? Sarcasmo e ironia fazem parte de mim. Adoro humor ácido e comentários ácidos, inclusive os fora de hora. Também adoro fazer piadinhas e trocadilhos idiotas. Todo mundo fala mal dos pobres coitados, mas ri bastante. Um dia acabamos rindo.

Adoro azul, rosa e roxo. Adoro animais, em especial cachorros e porcos, são lindos! Não gosto muito de natureza, mas adoro flores se quiser me dar um arranjo, gosto de orquídeas, ok? e borboletas. Também não gosto de programas naturebas, como trilhas, caminhadas e acampamentos no meio do mato, até porque sou mega alérgica a insetos. Adoro símbolos de vários tipos. Aprendi a usar calça jeans aos 18 anos por causa do ar condicionado gélido do cursinho, antes só usava saia na maioria das vezes. Meu maior vício é a música, não consigo ficar um só dia sem ouvir. Também adoro karaokê, amo cantar! Sou louca para fazer aula de canto para melhorar a minha voz. Amo cinema, sou quase uma cinéfila; só não o sou porque esse termo é utilizado para designar pseudo-cults que adoram cinema e filmes alternativos sem mensagem nenhuma e final péssimo sem sentido. Gosto de todos os gêneros de filmes, inclusive alguns alternativos, exceto filmes testosterona (Sylvester Stalone, Steven Seagal e Cia.), de guerra e de aventura ‘barata’ (Star Wars, Guerra dos Mundos, Indiana Jones, etc.). Acho novela um vício horrível, porque é um tempo gasto com uma coisa inútil que eu poderia estar fazendo algo útil - sempre que uma novela das 8 vai estreiar, eu digo ‘essa não vou ver’, mas não consigo, porque a casa toda vê, acabo vendo pedaços e, quando vejo, já estou acompanhando, de novo, a novela.

Festa é comigo mesma! Festa de aniversário, festa de formatura, festa festa, festa de boate... Me acabo de dançar, saio da pista pra fazer poucas coisas e detesto ir com pessoas que não gostam de dançar e que ficam reclamando a noite toda da festa, por motivos óbvios. Boates gay são muito mais divertidas que as hetero – a música é melhor, as pessoas são mais divertidas e diferentes, quase não se vê pessoas bêbadas, menos gente fumando, você pode se soltar totalmente sem medo de ser olhada com cara de nojinho, é o mesmo preço pra homem e mulher (apesar de que pra mim que sou mulher não faz diferença, porque quase sempre entrava de graça nas boates hetero) e não tem brigas. Resumindo, você volta acabada (o), mas muito feliz pra casa. Também adoro dar presentes. Ser presenteado é ótimo, mas presentear também é muito bom, ainda mais quando você sempre acerta no presente e a pessoa adora. Eu dou presente pra pessoa gostar e usar, nada de dar vale-presente, senão não vale à pena. O bom é ver a expressão de felicidade da pessoa que você presenteia ao abrir o seu presente.

Eu não como queijo nem nada parecido ou que contenha queijo, ponto. Sou viciada em camarão, Coca-Cola e batata frita. Sou chocólatra e adoro doces (com chocolate, de preferência), mas só como quando me dá muita vontade. Só faço questão de comer carne vermelha em forma de churrasco, mas frango gosto de quase todas as maneiras e adoro peixe. Como boa descendente de italianos, não dispenso um bom macarrão, em variadas formas. Sou muito chata pra comer. Adoro a comida da minha mãe, mas também adoro comer fora (enjoa comida caseira todo dia). Sou simplesmente maluca por salgadinhos! Se me deixarem com uma bandeja na frente, quando voltarem não terá mais nada. Meus preferidos são coxinha, risole de camarão, bolinha de bacalhau, empada de camarão e frango. Gosto de algumas bebidas alcoólicas, mas não bebo por causa da minha gastrite e porque não vejo sentido em ficar bêbada. Quando bebo, bebo pra apreciar o gosto da bebida, não pra ficar na mão do palhaço, porque homem bêbado já é horrível e mulher é pior ainda. Já vi cada vexame de garotas sendo carregadas desmaiadas ou quase de boates e festas direto para a ambulância... A garota encheu o pote, não dançou quase nada, talvez não se lembre de algumas coisas e gastou dinheiro à toa. Isso é legal? Eu não acho. Pra mim, se divertir numa festa não se resume a “nossa, bebi pra caraaalho!”. Dá muito bem (e melhor) para se divertir sóbrio, a não ser que o lugar seja uma merda. O-D-E-I-O a Lapa e ambientes boêmios, principalmente pelos motivos citados acima, com os agravantes de que a Lapa é um lugar imundo, fétido, perigoso, cheio de ratos, baratas, assaltantes e pessoas feias, além de quase todas as casas de festa serem de samba, forró e ritmos populares que não curto.

Pelo que vocês podem perceber, minha vida não é um livro aberto e acho que a de ninguém deve ser. Aliás, a de ninguém o é, pois todos têm segredos que não confessam para ninguém, nem para o terapeuta ou com uma arma na cabeça. Só com este post gigante já deu pra me conhecer bem mais, mas talvez tudo o que escrevi não seja nem metade do que eu sou. Algumas coisas não devem ser reveladas assim e outras nem eu mesma entendo. Alguns de acham normal, muitos me acham anormal. Que posso eu fazer? Como todo mundo, eu sou única e gosto de ser ainda mais única que muitos por aí. Então, quem gostou, gostou; quem não gostou... joga baralho! :)

Texto escrito para o PostIt.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

My Playlist

Várias pessoas já fizeram essa playlist e falta de inspiração para escrever é sinônimo de meme, então aí está a minha lista de músicas.

Regulamento:
O "Playlist" é uma campanha feita, àquelas pessoas que vivem com trilha sonora (ou seja, é pra quem vive, anda, dirige, lê, estuda... com um Ipod/MP3... em todos os momentos). Porque boa vida, assim, como um bom filme (adoro) - tem trilha sonora! Enfim, é pra quem gosta de música! O objetivo é relaxar = gozar a vida com muito prazer! Para participar é fácil. Compartilhe seus gostos musicais, indicando:

1. A primeira música que lhe veio à cabeça agora;

2. 1 Música pra curtir com a paquera/namorado (rido) [a]/amante/amigos com benefícios...;

3. 1 Música muito romântica;

4. 1 Música pra tirar a roupa = striptease;

5. 1 Música para uma boa transa;

6. 1 Música "I WILL SURVIVE" = hino gay;

7. 1 Música que saiu do lixo, ou pra jogar no lixão;

8. 1 Música que você ama, mas o DJ insiste em não tocar na balada;

9. 1 Música da hora (música que está na moda e vc adora!);

10. A música que você mais gosta em todo mundo! (que exagero).



My Playlist:

1. Michael Jackson – The Way You Make Me Feel
Adoro o Michael, vi o clipe desta música ontem e fiquei com ela na cabeça desde então.

2. Ciara & Justin Timberlake – Love Sex Magic e Pussycat Dolls feat. Snoop Dogg - Bottle Pop
Quanto à primeira, não preciso dizer nada, não é? O próprio nome, além do ritmo quentíssimo, já induz a cositas más. A segunda tem um ritmo contagiante para “se beneficiar” com alguém interessante, principalmente em uma festa, onde é impossível não dançar esta música.

3. John Mayer - St. Patrick's Day e Your Body Is A Wonderland
Músicas fofíssimas. John Mayer tem muitas músicas fofas e com letras românticas, mas estas duas são as que eu acho mais diretamente românticas.

4. Shakira – Ojos Asi
Ritmo latino, né? Dança do ventre, dos 7 véus... Más caliente imposible. Arriba!
Update:
The Pussycat Dolls feat. Snoop Dogg - Buttons
Como pude me esquecer dessa? É a melhor de todas para um striptease!

5. Janet Jackson – This Body e Britney Spears – Perfect Lover
As letras das duas músicas são bem sugestivas a uma boa transa, além da batida e do ritmo.

6. Spice Girls – Stop, Madonna – Into The Groove e Cher - Believe
Não há festa gay em que estas músicas não toquem e todos não comecem a dançar e cantar! Cher, então, é o clássico dos clássicos, eu ouvia quando ainda era uma criança!

7. Qualquer uma estilo Calypso e/ou sertaneja
Dispensa comentários e explicações.

8. Kylie Minogue – Like A Drug
A que os DJ’s mais tocam dela é Wow e In My Arms, mas essa que é bom nada. Ok, mas eu adoro essas duas e várias outras também.

9. Lady GaGa feat. Colby O'Donis – Just Dance
Super dançante! Continua na moda mesmo depois do lançamento de outras da Lady GaGa, sempre é tocada.

10. Bom, não existe uma só. Tenho pelo menos uma favorita de cada banda/cantor (a) favorita. Algumas delas são: Oasis – Live Forever/Jamiroquai - Seven Days in Sunny June/Evanescence - Everybody's Fool/Michael Jackson – Black Or White/Madonna – Get Togheter/Christina Aguilera – Loving Me 4 Me/Etc².

Existem muito mais músicas para citar em cada tópico, mas o post ficaria gigantescamente imenso, então coloquei as que lembrei primeiro e as de que mais gosto.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Da arte de ironizar

Ironia - s.f. Tropo que consiste em dizer o contrário do que as palavras significam. / Zombaria, sarcasmo: ironia amarga. // Ironia socrática, espécie de ensino por interrogações, familiar a Sócrates.

Ironizar - v.t. e v.i. Tornar irônico; exprimir com ironia; troçar.


A ironia é uma forma de você dizer algo que quer dizer sem dizer de modo tão, digamos, direto. Ou pode ser apenas uma forma mais bem-humorada de dizer algo sério. Pra mim, a ironia e o sarcasmo são as formas mais inteligentes e interessantes de humor. Sou altamente adepta das duas e do perco o amigo, mas não perco a piada, mesmo que eu nunca tenha perdido nenhum amigo com as minhas lindas piadinhas, mesmo algumas sendo fora de hora.

O sarcasmo é um humor malcriado, mais grosseiro e direto. A ironia já é um humor mais piadista e brincalhão. A ironia sempre aparece naquelas conversas mais descontraídas ou nas muito sérias, para descontrair um pouco. Ela aparece também sob a forma de tolerância zero. Sabe quando uma pessoa diz uma coisa idiota - principalmente se for algo óbvio e/ou pleonástico - você não resiste e precisa pronunciar uma frase irônica sobre o fato? Pois é. É a tolerância zero. Eu tenho. Afinal, quem fala o que quer, ouve o que não quer, não é?

Entretanto, a ironia apresenta alguns problemas, como tudo na vida. Nem todo mundo entende uma boa ironia. Sempre há alguém (ou ‘alguéns’) no grupo (familiar, de amigos, etc.) que não entende a sua ironia e, às vezes, te faz parecer um idiota. Se você for uma pessoa muito irônica, ainda pode ser mal interpretado quando estiver falando a verdade, pois sempre acharão que você, como de costume, está sendo irônico. Além disso, quando você fala uma ironia com uma cara séria, pode parecer que você está realmente falando uma coisa séria. Mas na verdade, você está apenas querendo fazer uma brincadeira com as palavras. Ou você pode ser irônico com tanta classe que faz todo mundo acreditar no que você falou como se fosse verdade.

Existe, ainda, um tipo de ironia que não ocorre por meio das palavras, e sim, de ações e acontecimentos – o que chamamos de ironia do destino. Segundo o dicionário, ironia é dizer o contrário do significado original das palavras. Então, isso acontece também com a nossa vida. Quem nunca odiou alguém e depois passou a amá-lo? Quem nunca disse que jamais faria algo, acabou fazendo e adorou? Quem nunca implicou com alguém e acabou ficando/tendo um caso/namorando/casando? Pois é, são ironias do destino, algo parecido com escrever certo por linhas tortas, eu diria. O destino adora brincar com a gente.



Acho que a ironia tem hora e lugar. Não podemos ironizar tudo o tempo todo. A vida precisa ter o seu lado sério e o seu lado descontraído para manter-se em equilíbrio. É por isso que digo que saber ironizar é uma arte, uma arte de saber utilizar as palavras certas, no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas; afinal, nem todos apreciam a ironia e ironia mal feita vira piadinha sem graça.


"Na saída desse circo prestes a pegar fogo, há uma placa iluminada em néon, onde se lê: bom humor."
(Autor desconhecido, pelo menos pra mim)


Texto escrito para o PostIt.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

It’s Rock’n’Roll, baby! \m/

Hoje é o Dia Mundial do Rock. Nada mais justo do que um dia para comemorar um dos mais importante estilos musicais do mundo. Aliás, o Rock não representa apenas um estilo musical, é também, para muitos, um estilo de vida, de pensar, de agir e de se vestir. Os mais conservadores o chamam de som do capeta justamente por suas características tão únicas e marcantes, que começaram a surgir nos anos 50. O Rock não tem medo de abordar nenhum tipo de assunto em suas letras, até porque seu mundo é regado a sexo, drogas e álcool. Acho que não existe banda de Rock em que seus integrantes não utilizem tais “fontes de inspiração”.

É muito difícil alguém não gostar de nenhum tipo e de algumas bandas de Rock. As pessoas que dizem que quase todas as músicas de Rock são iguais é porque não conhecem nada nem prestam atenção quando ouvem o estilo. Algumas batidas são parecidas, mas as músicas nunca são iguais; no máximo, parecidas. O Rock é segmentado em vários tipos, utilizando-se critérios de diferenciação de características musicais. Alguns de seus tipos são Pop Rock, Punk Rock, Britpop, Pop Punk Rock, Rock Alternativo, Indie Rock, Hard Rock, Hardcore, Grunge, Progressive Rock, Glam Rock, Acid Rock, Surf Music, Heavy Metal, New Metal, Trash Metal, Black Metal, Death Metal, Gothic Metal, Rock Brasileiro, etc.

Não sei se o Rock é meu estilo musical favorito, porque gosto muito de outros estilos da mesma maneira, mas entre meus artistas favoritos com certeza há muitas bandas de Rock de diferentes tipos, cujos favoritos são Alternativo, Pop Punk, New Metal e Progressive Metal. Porém, algumas das minhas bandas de Rock favoritas não pertencem a nenhum destes segmentos.

Gosto de muitas bandas de Rock, mas algumas eu realmente a-do-ro! No meu Top 10 Rock Bands, talvez não em ordem correta devido à minha indecisão, estão:

1. Oasis (essa com certeza é a melhor)


2. Evanescence


3. The Used
4. Blink 182

5. Red Hot Chili Peppers


6. Death Cab For Cutie


7. Dream Theater


8. Three Days Grace


9. Capital Inicial

10. The Offspring



Outras bandas fazem parte da minha lista são Green Day, Aerosmith, 3 Doors Down, Foo Fighters, Los Hermanos, Megadeth, Angra, Symphony-X, Nirvana, Box Car Racer, Linkin Park (antes do último CD), Alanis Morrissete, Angels & Airwaves, Audioslave, Creed, Nickelback, Barão Vermelho, Charlie Brown Jr. (das antigas), Garbage, Guns'n'Roses, Pearl Jam, entre outras. This is Rock’n’Roll, baby!
Texto escrito para o PositIt.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O Poder da Mídia

Não existe tema melhor a ser discutido do que influência da mídia para mim, que sou estudante de Publicidade e Propaganda. Diria que não é apenas influência, é também manipulação. Sabem aquelas pessoas metidas a anticapitalistas que picham os muros com a logo da Rede Globo e a frase “Manipulação. A gente se vê por aqui.”? É por aí mesmo. A manipulação que a mídia de massa exerce nas pessoas é algo que acho incrível! A mídia tem o poder de influenciar as pessoas de tal forma que formem uma opinião, mudem de opinião e gosto, sintam necessidades de consumo antes não existentes, criem novos hábitos de consumo e até inventem alguma coisa devido ao mal entendimento. Com apenas algumas palavras e/ou imagens, é possível mudar costumes, ideias, ideais, opiniões, gostos, consumos, atos, focos, tudo. Sim, a mídia é maléfica e quer nos manipular o tempo todo, todos os dias de nossas vidas. (6)



Vejamos o caso do falecimento do Michael Jackson mais uma vez. Quando ele era vivo, eu só tinha 3 amigos que gostavam da música dele. Agora que ele morreu, já ouvi de alguns que viraram fãs depois que ele morreu, quer dizer, porque ele morreu. Se ele ainda estivesse vivo, quando fosse comemorado mais um aniversário do lançamento do Thriller, se fossem feitas algumas homenagens a ele, todas essas pessoas iam olhar e falar “hum, legal, e daí?”. Porém, como a mídia está armando um circo fortemente emocional em torno de sua morte (vejam as pessoas sentem-se emocionadas com o fato, ainda mais tocando todas aquelas músicas mais lentas, lindas e melodiosas ao fundo de cada homenagem e mostrando fotos de sua carreira e de sua família.

A imagem do Michael Jackson sempre foi tão forte que ele revolucionou não só o mundo artístico como também o mundo midiático e do consumo. Para quem não sabe, a Pepsi vende mais que a Coca-Cola nos EUA, e isso começou a acontecer quando a empresa lançou este comercial com o MJ como estrela. Com o slogan The choice of a new generation (A escolha de uma a nova geração), a Pepsi quis insinuar aos consumidores que a Pepsi é o refrigerante da nova geração e que Coca-Cola é para pessoas mais velhas, seus pais e avós. Afinal, crianças, pré-adolescentes e adolescentes adoram contrariar a família e não querem consumir as mesmas coisas que eles. Foi gravando esse comercial que o MJ queimou o cabelo e sua vida começou a degringolar por causa do vício em analgésicos. A Pepsi prosperou e ganhou a concorrência com a Coca-Cola, que permanece até hoje, e o MJ se ferrou mas deve ter ganhado uma bolada enorme para não haver processo né.

Falando de cases, um case de sucesso que merece destaque é, com certeza, o da Valisére, com o famoso eterno slogan ‘O primeiro Valisére a gente nunca esquece’. Este slogan deu margem, dá até hoje e continuará a dar, a várias paródias e paráfrases na publicidade, como O primeiro amor a gente nunca esquece, O primeiro carro a gente nunca esquece, O primeiro Gradiente a gente nunca esquece, entre muitos outros. Essa situação se repete com vários e diferentes slogans por todo mundo. É por isso que dizemos na Publicidade que nada se cria, tudo de copia. É muito difícil ver algo 100% original. Tudo é feito com base em alguma inspiração.

Novelas. As novelas são fortíssimas formadoras de opinião e de novos hábitos na população. Na época em que O Clone estava sendo exibida, surgiu a moda das pulseiras-aneis, do veu (mesmo não fazendo parte da nossa tradição e não sendo usado igual a no Marrocos), de bijouterias douradas (por causa do “Muito ouro! Inch Allah!”) e da dança do ventre – houve uma explosão de mulheres fazendo aulas. Agora a moda é usar bijouterias à moda indiana (até o bindi já vi sendo vendido), ouvir música indiana, falar hare baba e tic, e daqui a pouco as pessoas começarão a procurar academias de dança indiana. Tudo por causa de Caminho das Índias.

A influência da mídia através da televisão ainda é a mais forte, apesar da internet já ter avançado bastante. A população vê as pessoas famosas e quer imitá-las, pois, em sua mentalidade, elas são um modelo de beleza e felicidade. É por isso que artistas sempre são utilizados em peças publicitárias, e também nas novelas através de product placement (conhecido como merchandising aqui no Brasil), para dar credibilidade ao produto e incentivar ainda mais o consumidor a comprar tal produto. E a população, burra, cai. A população é burra no sentido de ser cega para as segundas e terceiras intenções da mídia sobre ela; ela não percebe que é influenciada e manipulada pela mesma.

Na política, a influência da mídia é ainda mais clara. Philippe Breton trata desse assunto profundamente em seu livro Sociologia da Comunicação. Ele afirma que a preferência por um candidato é mais por sua estética que por suas propostas, e temos que concordar. Um debate político pode mudar o rumo de uma eleição. Quem vence uma eleição para governador: o candidato que se veste e fala melhor ou o que se veste estranho e fala errado? Ok, aqui no Brasil há exceções, mas o normal é o primeiro candidato vencer. Às vezes as propostas são inconsistentes ou quase não há propostas, ele fica “enrolando” nos discursos, mas é tão bem apresentável, e até carismático, e sabe falar tão bem que acaba ganhando a eleição apesar de não ser o melhor candidato. E é aí que a mídia entra com as propagandas políticas televisivas, os cartazes, as reportagens, os artigos, os folders, os sites, os materiais de campanha, etc. O Obama, por exemplo, venceu a eleição não só pelos ideias de ser o primeiro presidente negro e sinônimo de mudança, mas também por toda a estética e estratégia de atingir os jovens de sua campanha. Deixo claro que as pessoas mais esclarecidas e politizadas são exceções a estes dados, pois preocupam-se com as propostas além da estética dos candidatos.


A mídia quer influenciar e manipular as pessoas, inserir-lhes novos hábitos de consumo e modos de pensar para que a sociedade continue como está – sempre mais e mais consumista e ligada à estética. Somos mais influenciados por marcas que por ideais construtivos, nos rendemos ao que a mídia quer que sejamos e o somos, ou facilmente nos transformamos. Tudo por causa da aceitação social criada, também, pela mídia. Resumindo, o que a mídia quer é ver o circo pegar cada vez mais fogo.

Texto escrito para o PostIt.

sábado, 27 de junho de 2009

It Don’t Matter If He's Black or White

Um cantor com uma voz inconfundível, um compositor, um dançarino único e excepcional, um empresário, um ator, um diretor, um pioneiro revolucionário, um gênio que agora tornou-se uma lenda. Michael Jackson se foi e vai fazer uma falta incrível para a música e para o mundo. Até agora não caiu a minha ficha de que ele não está mais entre nós aqui na Terra. Acho que pra mim ele nunca vai morrer. Eu estava ao telefone falando com o meu pai que ele ia começar uma turnê de shows pela Inglaterra e estava torcendo para ele vir para o Brasil, quando minha mãe, que estava vendo televisão, vira pra mim e fala que ele morreu. Broxei. Totalmente. Meu sonho de ir a um show dele nunca poderá ser realizado. Fazia muito tempo que eu não colocava uma música dele pra tocar e agora me deu muita vontade de ouvir, uma saudade de dançar e cantas todos aqueles hits inesquecíveis.

Eu ouvia e dançava com as músicas dele desde que era metade óvulo metade espermatozóide. A história da carreira dele se mistura, em parte, à história da minha vida. Nunca havia percebido isso antes, só depois do acontecido de quinta que me dei conta da nossa ligação, se assim posso chamá-la.



Sempre achei besteira ficar chorando pelo ídolo, mas me peguei começando a chorar ao ver uma das homenagens televisivas que estão sendo exibidas, justamente porque a sua carreira fez parte da minha vida desde muito cedo. Suas músicas me fazem lembrar bons momentos da minha vida, principalmente da minha infância.

Quando eu era criança, todos os meus coleguinhas tinham vergonha de admitir que gostavam de Michael Jackson. E assim foi na minha pré-adolescência e parte da minha adolescência também. Tudo isso porque ele era diferente e polêmico, e provavelmente os pais falavam mal do MJ em casa para eles. Dessa forma, eu ficava com certa vergonha de admitir que era fã dele na escola para não me zoarem. Depois de uma certa idade, comecei a perceber que ser diferente e ter gostos diferentes era muito mais legal do que ser igual e gostar das mesmas coisas que todos. Aí passei a admitir a quem quisesse ouvir que eu era fã do Rei do Pop.


Não tem como ficar parado ouvindo as músicas do Michael Jackson! É só começar a tocar que você já começa a mexer alguma parte do corpo, seja uma mão, um braço, uma perna, um pé ou tudo. O Rei do Pop – título mais do que merecido - jamais será esquecido, disso tenho certeza absoluta. Não importa se ele era negro ou branco, se estava deformado depois de tantas plásticas, se era hipocondríaco, quantas doenças tinha. Depois de tudo o que ele passou na infância por causa do pai, conseguir tudo o que ele conseguiu, não é pra qualquer um! Ele era, e vai continuar sendo sempre, O Michael Jackson. E vou continuar sendo muito fã e admirando-o demais. E ai de quem falar mal dele. E, sim, estou ouvindo suas músicas enquanto escrevo este post.

Update

Que fiquei bem claro que estou revoltada com o circo que a mídia, principalmente a televisiva, está armando em torno da morte do Michael Jackson. Sempre que vejo um subnick de MSN, ou qualquer outra coisa, escrito alguma coisa sobre ele de uma pessoa que sei que conhecia 3 músicas dele e mesmo assim nem sabia cantá-las e pouco se importou e criticou-o durante a sua vida toda, me dá raiva. Fã que é fã, é há certo tempo, não apenas depois da morte! Só porque a mídia está falando que ele foi isso e aquilo – e realmente foi – não quer dizer que as pessoas tenham que mudar a sua opinião de toda a vida e passar a se fazerem de fã dele. Sim, porque não são. Quando ele estava vivo, era só assunto de pedofilia, falência, cor da pele e deformidade do rosto pra cá e pra lá. E só agora que ele morreu que estão lhe dando o devido valor e vendo o seu lado bom? Vai ver aquela teoria de só dar valor depois de perder está fazendo efeito. De uma maneira torta, mas está. Mas mesmo assim não está me agradando. Não que faça diferença para alguém, mas não está, e me deu vontade de expressar.

domingo, 7 de junho de 2009

Muita preguiça de vagabundos...

Se tem uma coisa que eu não consigo entender é como uma pessoa entra numa faculdade particular cara, a melhor na sua área, pra ficar só de sacanagem, matando aula e defecando e andando para os trabalhos e para todo o resto. Na verdade, isso me revolta. Na minha turma, pelo menos metade é assim. Se quer gastar o dinheiro dos pais, que seja apenas em festas e viagens (e maconha em alguns casos) já que não quer nada com nada da vida além disso. Só com o valor da mensalidade já dá pra fazer um monte de coisas e, no final do ano, ainda dá pra comprar um carro popular. Aí eu fico me perguntando “Por que essas pessoas são assim? Como elas conseguem ser assim?”, porém não obtenho resposta alguma, pois não entra na minha cabeça de jeito nenhum como alguém pode ser assim, sinceramente. É falta de muita coisa junta – de responsabilidade, de vergonha na cara, de preocupação com o futuro e com a vida em si, de descaso com os pais e até de amor próprio. Odeio gente vagabunda, prontofalei. Quero distância delas, não consigo conviver harmonicamente com este tipo de gente. Até os assuntos são chatos, as piadas são sem graças, muitas frases não têm sentido. Tenho muita preguiça de conviver com estas pessoas.

Como muitos de vocês sabem, eu faço Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda. Pois bem. A matéria mais importante para a nossa área (e para muitas outras) é Marketing. E cadê que as pessoas assistem? Só voltam pra pegar a chamada para não repetir por falta. Muitas ainda matam aula indo pro bar beber (!!!!) e fumar um cigarrinho do capeta (!!!!!), vê se pode?! E o pior: a maioria não gosta de Marketing. Então que raios e caralhos elas estão fazendo numa faculdade de P&P?! Acho que nem elas mesmas sabem, estão lá só para dar satisfação pros pais, para dizer que fazem faculdade e “estudam”. Decadência total. Provavelmente, escolheram fazer faculdade disso porque, além do motivo citado anteriormente, dá dinheiro e pensaram ser mais fácil e não ter matemática alguma, matéria que sempre foram péssimos porque não gostam de pensar. Deram de cara com a porta. Muita gente acha que só porque é Humanas é mais fácil, que só tem que ler, mas não é bem assim que a banda toca e desfila. Tem que ler muito e muitas leituras não são fáceis, algumas matérias são complexas e, por isso, a galerinha se ferra nas provas e nos trabalhos. Além disso, a gente tem matemática, sim – Economia, Estatística, Contabilidade, Finanças. E é importante saber um pouco de cada, não adianta fugir. Grande parte das pessoas acha que Propaganda é só fazer comerciais bonitinhos, colocar na televisão e esperar por um prêmio. Poor people...


Nas provas, é cada um por si. A nota só depende da pessoa ter estudado e/ou prestado atenção nas aulas. Agora trabalho já são outros 500. Como quase todos são em grupo, as pessoas adoram, porque podem montar nas costas de outras, não fazer nada e ganhar uma boa nota sem esforço. Ódio, muito ódio. Nas minhas costas ninguém monta mais! Não sou camelo para ser montada. Todos os trabalhos que eu puder fazer sozinha, farei, afinal, mesmo em grupo vou fazer sozinha, ou quase, mesmo, . Pra que vou fazer um trabalho ótimo para dar nota pros outros? Não sou a Madre Teresa de Calcutá pra fazer caridade pra filhinho de papai. Se tem uma coisa que não suporto é não ter meus esforços reconhecidos e não receber os méritos por um feito meu. Não suporto que sejam injustos comigo, fico puta³. Por isso, não gosto de trabalhos em grupo, porque uma ou duas pessoas fazem e o grupo todo leva o crédito pelo trabalho. Ah, não! Deveria ter um relatório para ser entregue junto com o trabalho falando quem fez o que no trabalho sou chata e escrota, sim, e não enche o saco. Ainda há pessoas que dão desculpa por não terem feito nada no trabalho: o cachorro ou a avó está doente, a casa está em obra, eu trabalho/faço estágio, e por aí vai. Ei, eu também tenho problemas e nem por isso deixo de fazer os trabalhos bem feitos! Daqui a pouco, todo mundo vai começar a estagiar, trabalho não é desculpa pra nada. Da mesma maneira que você tem que ter responsabilidade no trabalho, tem que ter na faculdade também, porque sem se formar, você não vai conseguir nenhum bom emprego.


Estou fazendo um trabalho de Pesquisa Quantitativa em um grupo escolhido pela professora e, é óbvio, fiquei num grupo fraco com alguns vagabundos e outros meio desleixados. OK. Deixei na mão do grupo fazer o questionário, porque ninguém havia feito nada até aquele dia e eu não ia mesmo perder o show do Oasis por causa disso. Além disso, fiz a primeira parte do trabalho quase toda, ou seja, foda-se o questionário. Fui ver no dia seguinte: estava uma merda. PeloamordeDeus, eles não conseguem fazer nada direito!! Como conseguiram se formar no ensino médio? Enfim... A professora estava monitorando cada fase do questionário e a numeração das perguntas estava toda fora de ordem. Eu ajeitei. Fui falar com a outra menina que faz mais coisa no trabalho e ela disse que sabia com uma risadinha de sem graça. Por que ela não ajeitou a numeração? A mão dela ia cair? HAJA PREGUIÇA, hein, putaqueopariu! ¬¬'

Gente, não é possível que sempre que eu deixo o grupo fazer as coisas elas saiam mal feitas. Eu fico muito desanimada com isso. Desanimada mesmo, essa é a palavra. Eu tento fazer os trabalhos em grupo, compartilhar as tarefas, etc., mas depois eu sempre acabo tendo que corrigir várias ou até refazendo. Impossível não se estressar com isso. Eu prometi pra mim mesma que não vou mais me estressar com esses trabalhos, mas em alguns casos não tem como. Você divide as partes e a criatura não faz ou faz tão mal que você tem que refazer em cima da hora, porque a criatura te mandou a parte dela em cima da hora. Porra, peraí !! Pra ter que fazer isso, é melhor fazer sozinha, porque, no final das contas, farei sozinha mesmo, de um jeito ou de outro. Às vezes não sei se as pessoas fazem tão mal os trabalhos só por preguiça ou por burrice também. Algumas eu sei que é por burrice, mas outras fico na dúvida. Acho que todo deveria fazer os trabalhos em grupo pensando que, antes do trabalho ser do grupo, ele é seu, porque a nota vai para a sua média e você vai aprender algo com o trabalho (com algumas exceções como trabalho de filosofia, que não levam a absolutamente nada). Eu aprendi tanto com o trabalho de Marketing! Fiz inúmeras pesquisas, e continuo fazendo e aprendendo mais coisas. É como se esse trabalho fosse a prática das teorias dadas em aula. Eu me divertindo fazendo esse trabalho. Ninguém acredita, mas é verdade. um pouco de saco cheio dele agora porque não consigo achar as informações de que preciso para fazer uma parte, mas fora isso gostando de fazer ele, até porque penso em seguir essa área. Se eu não estivesse gostando, podia desistir. O que achei mais ridículo é que eu, que fiz sozinha a primeira parte de um trabalho imenso, tirei a nota máxima e os grupos com 4 e 5 pessoas tiraram notas baixas ou, pelo menos, menores que a minha. Chega até a ser irônico.

Bom, eu sei que esse post tá chato, mas eu precisava desabafar de alguma forma coisas que estou cansada de desabafar para as mesmas pessoas, como a minha mãe e alguns poucos amigos que provavelmente não aguentam mais ouvir todas essas coisas.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Under My Umbrella

Amizade pra mim é uma das coisas mais importantes da vida de uma pessoa. Sem amigos, a vida não tem a mesma graça nem a mesma cor. Amizade é amizade e coleguismo é coleguismo, não se enganem. Amizade é algo muito mais profundo e valioso. As bases para cultivá-la e fazê-la sempre crescer e florescer são a confiança e o respeito mútuo. Sem isso, ela não existe, podem ter certeza. Pode ser amigo-irmão, amigo-primo, melhor amigo, amigo virtual... O que importa é a amizade ser sincera.

A amizade verdadeira nunca morre, independente do tempo, da distância e de fatores ocorridos ao longo do tempo. Se uma amizade morreu, é porque não era verdadeira, apenas algo ilusório e/ou passageiro.

É amigo aquele que não só ri com você como também chora, que está com você em todos os momentos; que está sempre pronto a te ajudar, a te ouvir, a te dar um conselho, abrir os seus olhos quando necessário. É amigo aquele que vai com você nos mais variados lugares, mesmo que odeie aquele ambiente, que te acompanha nos programas de índio, consegue divertir com você e ainda volta rindo pra casa.



É amigo aquele que olha fotos antigas e ri lembrando-se com carinho dos bons momentos e situações tragi-cômicas pelas quais vocês passaram juntos. É amigo aquele que te abraça forte quando te vê depois de muito tempo e que fica feliz quando está com você. É amigo aquele que já se sacrificou alguma vez por você, e você por ele; que tira fotos com você mesmo odiando sair em fotos.

É amigo aquele que chora de tanto rir com você, que te diverte e que se diverte com você. É amigo aquele que, mesmo tendo opiniões diferentes, respeita sempre e tenta entender a sua. É amigo, também, aquele que é diferente de você em tudo, mas que ao mesmo tempo é igual; é aquele que só te olha e vocês se entendem, sem sequer pronunciarem uma palavra.

É amigo aquele que te apoia apesar de não concordar com a sua decisão. É amigo aquele que discute e até briga com você, mas que logo depois já está rindo daquilo tudo, é aquele com quem você não consegue ficar brigado, e nem ele com você. É amigo aquele que consegue ler você, sabe como você está só de te olhar, de te ouvir; te entende quase que por completo.




É amigo aquele que, mesmo que não possa estar presente, nunca se esquece e sempre se preocupa com você, que, embora esteja distante, faz-se presente.

Amigo é também uma alma gêmea, por que não? Uma pessoa com quem você se identifica, tem intimidade, sente-se à vontade, gosta de estar junto, sente saudade e ama. Amor entre amigos, muitas vezes, é mais forte que amor entre amantes e irmãos. É, talvez, algo inexplicável, porém incrível.



Ser amigo é saber valorizar, respeitar e passar confiança a quem você estima. Se você quer ter alguém como amigo, seja primeiro você um amigo, e seja sempre verdadeiro. Eu valorizo demais a amizade, sei a importância e a diferença que ela faz na vida de uma pessoa. Pode ser clichê, mas amigos são a família que escolhemos. Então escolha bem seus amigos, não saia por aí confiando nem chamando de amigo qualquer um com quem você simpatizou. Afinal, quem vê cara não vê coração e família é algo que se leva pro resto da vida. Nada de ficar cercada de falsos amigos. Prefiro sempre os poucos e bons, aqueles que sei que são meus amigos pra valer, a qualquer hora, de qualquer jeito.
Por coincidência, a minha sorte de hoje do orkut é "Amigo é aquele que conhece e ama você como você é". E é verdade. Porque só quem consegue te amar apesar de todos os seus defeitos e podres é a sua mãe e talvez alguns parentes mais próximos. Saber amar acima dos defeitos - isso é que é amar de verdade.

Texto escrito para o Blorkutando.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sobre Mentiras + 1 Ano de Blog + Oasis

1) Sobre Mentiras
Existem vários tipos de mentira: a mentira conveniente, a mentira necessária, a mentira desnecessária, a mentira deslavada (que também pode ser chamada de mentira cara de pau), a mentirinha, a mentira sem motivo, a auto-mentira, entre muitas outras.



A mentira conveniente serve para os momentos em que seremos prejudicados, ou prejudicaremos alguém, caso falemos a verdade. A mentira necessária se parece muito com a conveniente, pois ambas têm o mesmo propósito. Tive uma amiga que não é mais, devido a problemas, que não vêm ao caso, relacionados à falsidade dela que vestia-se mal, tanto pelo fato de grande parte de suas roupas não serem bonitas quanto pelo fato de que não combinavam com seu corpo e ela não sabia combiná-las. Ela me pedia opiniões sinceras depois que escolhia uma roupa e a vestia, e eu dava, eufemicamente, mas dava. Afinal, se eu não fosse amiga de verdade, sim, eu a deixaria sair com uma roupa estranha. Mas ela estava se achando linda daquele jeito e sempre reclamava quando minhas opiniões eram negativas. Então, para evitar brigas e discussões, comecei a mentir sobre suas roupas – passei a dizer que estava sempre muito bem. Foi necessário. Já a mentira desnecessária é aquela que utilizamos de forma falsa, sem necessidade, como, por exemplo, dizer que uma pessoa está linda, quando na verdade achamos que não está, só para puxar o seu saco. Completamente desnecessário, não é?

A mentira deslavada é aquela que dá raiva, aquela cara de pau, que está na cara que é mentira, mas a pessoa insiste em continuar pronunciando palavras mentirosas. Não entendo isso, acho idiota. A partir do momento que as outras pessoas obviamente sabem que você está mentindo, provavelmente para se safar de alguma merda que fez, não é preciso mentir. Chega a ser ridículo, na minha opinião. A mentirinha é aquela mentira boba que sempre contamos simplesmente porque ela não faz mal a ninguém; muitas vezes por termos vergonha de algo ou para evitar um problema.

A mentira sem motivo é o tipo de mentira problemática dos mentirosos compulsivos. Eles mentem sobre quase tudo, sem motivo, só por mentir. Às vezes chega a ser doentio. Conheci uma pessoa desse tipo, que mentia o tempo todo sobre tudo. O pior é que todos já sabiam que ela era mentirosa e ela continuava mentindo. Tudo bem, acho que ela tinha problemas de auto-estima, mas mesmo assim não é preciso mentir tanto. Ela cometia todos os tipos de mentira todos os dias. Todo mundo descobria depois que era mentira e ria, mas não falava nada com ela, porque sabia que ela tinha algum problema com a verdade.


Bom, a auto-mentira é um caso à parte. Como disse Renato Russo “mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira”. E concordo que é mesmo, porque muitas vezes nos deixamos cegar por uma mentira inventada por nós mesmos, dentro de nosso (in) consciente. Mentimos para nós mesmos quando a verdade é muito dura, quando não conseguimos suportar a verdade, ou pensamos que não conseguimos. Este tipo de mentira ocorre em vários casos, mas sua ocorrência mais comum é quando estamos apaixonados, pois sempre inventamos desculpas, para nós mesmos, para justificar erros, sacanagens e descasos do outro.

Todos nós já utilizamos todos os tipos de mentira, e sempre tentamos justificá-la de alguma forma. Mentira, na minha opinião como boa sincericida que sou, nunca é uma coisa boa; sempre prefiro dizer a verdade, porque não há mentira que perdure. Entretanto, nem sempre é possível, pois falar a verdade às vezes pode nos prejudicar e prejudicar outras pessoas. Desse modo, precisamos ser flexíveis em relação à mentira, saber mentir direito na hora certa, de maneira certa, sem prejudicar ninguém, muito menos você mesmo. Mas mentir o tempo todo, sem motivo, não vale a pena. Como já diziam nossos avós, mentira tem perna curta e, muitas vezes, curtíssima.

Texto escrito para o Blorkutando.

2) 1 Ano de Blog
Dia 5 de maio o ~ Pensamentos Ao Vento fez seu 1º ano! 1 ano de blog, quem diria! Quando o criei, foi com o intuito de me expressar sem censura, escrever tudo o que penso e que não posso sair por aí dizendo porque as pessoas não me entendem. Além, é claro, de ter uma distração, porque adoro escrever sobre temas aleatórios a hora que quero, sem determinação, e também adoro mexer com códigos HTLM podem me chamar de nerd e coisinhas de internet. Sempre adorei blogs. Já tive, se não me engano, 4 antes deste; um de gifs que eu mesma fazia, inclusive. Gifs amadores pré-adolescentes, com frases e desenhos pré-adolescentes, mas eram fofos, vá.



Eu não esperava que o blog fosse me trazer tantas coisas além de poder me expressar abertamente. Ganhei dois amigos, todas um ainda virtual e outra não mais, como vocês que me acompanham já sabem, e outras pessoas em potencial para amizade. O blog ainda me despertou uma vontade ainda maior de escrever e me fez ver que outras pessoas pensam como eu, o que me deixa muito feliz, pois agora tenho certeza que não sou a única do-contra que adora um assunto polêmico no mundo. Vira e mexe encontro críticas aqui nos comentários, que também são importantes para a minha formação de opinião e a dos outros também, afinal não só de elogios são construídos um modo de pensar e um caráter. Aprendi a lidar melhor com as críticas (educadas e cordiais, é claro. Nada de ficar xingando, meu blog não é feira) e a criticar melhor também. E, aproveitando, quero agradecer a todos os blogueiros que acompanham o meu blog desde o início e os que começaram a acompanhar há pouco tempo, que gostam dos meus textos, que me elogiam e que me criticam, e que comentam aqui. Opiniões diferentes estão aí para isso. Obrigada a todos por fazerem do meu blog um cantinho mais acolhedor e divertido!

Agora, mesmo sem ter muito tempo para postar, não consigo mais viver sem ele! Sempre que não consigo postar devido à falta de tempo e ao cansaço extremo cérebro, fico pensando no blog aqui abandonado. Não gosto de deixá-lo assim, mas às vezes não tem como. Queria, inclusive, ter comemorado o aniversário dele no dia 5 mesmo, mas tive problemas de saúde essa semana e não estava em condições de fazê-lo. Como presente, meu blog ganhará uma nova roupinha com um novo título, que ainda vêm por aí, em breve. Parabéns para o ~ Pensamentos Ao Vento!

3) Oasis
Ontem fui ao show do Oasis, minha banda favorita junto com Jamiroquai, que teve aqui no Rio. Estou emocionada e entusiasmada até agora! Fiquei super frustrada de não ter conseguido ir no último show que eles fizeram só em São Paulo há uns anos e, quando fiquei sabendo que eles voltariam ao Brasil, corri pra comprar o ingresso! Dia 30/3 eu já estava com o ingresso em mãos. Foi um show perfeito! Pra mim, faltaram ser tocadas 3 músicas, mas mesmo assim foi totalmente maravilhoso! =D

Uma coisa no show que me chamou atenção foi que grande parte das pessoas não sabiam cantar quase música nenhuma, só a mais clássica de todas, Wonderwall, e a música-tema do Maumau e da Taíssa em Malhação OK, super desenterrei agora hahaha. Mas o fato é: por que aquelas pessoas pagaram tão caro no lugar mais barato – a pista – para assistir a um show sem saber cantar praticamente música nenhuma e mal se mexendo? Sim, havia pessoas que nem se mexendo estavam. Pra mim estava claro que não estavam curtindo o show, mas enfim né... Quer gastar dinheiro, gasta. Pelo menos gastou com uma coisa excelente.


Eu, como sempre, pulei e cantei muito no show, a-do-rei! Tirei algumas fotos do palco, mas, como eu estava longe e a câmera do meu celular não tem zoom, não ficaram muito boas. Porém guardarei todas eternamente como lembrança de um dia e de um show perfeitos! O vídeo que gravei quando eles cantaram Champagne Supernova, uma das minhas músicas favoritas, ficou com o som ótimo! Fiquei muito feliz quando vi! favoritas, ficou com o som ótimo! Fiquei muito feliz quando vi! O Liam Gallagher estava lindo como sempre, apesar do macacão horrível que estava vestindo, fazendo aquela pose inclinadinha linda enquanto cantava ao microfone e com a voz sexy como sempre! Ui. Realizei um sonho indo ao show do Oasis! *-*

07/5/2009 é mais um dia para entrar na minha história.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Há Que Se Ter Sorte

Alguns nascem com o bumbunzinho virado para a Lua; outros, com o bumbunzinho virado para Plutão. Creio que o famoso Murphy criou a sua Lei para equilibrar a sorte e, principalmente, o azar.

Nunca, mas nunca mesmo, consegui me dar bem em uma prova de múltipla escolha em toda a minha vida – quase sempre fico em dúvida entre duas respostas, e sempre, fato, marco a errada. Dá muita raiva quando uma pessoa burra tira uma nota maior que a minha porque a prova é de múltipla escolha e ela teve sorte de chutar as respostas certas, porque obviamente não sabia nada, não estudou.

Sabem aquele ditado azar no jogo, sorte no amor? Então, pra mim ele não dá certo e está errado, porque tenho azar nos dois. Minha mãe tem olhos azuis e meu pai tem olhos castanhos. Adivinhem quais olhos eu puxei? Os do meu pai, é claro.

Desde que comecei a estudar e a fazer liçõezinhas na escola, sempre fiquei na pior turma, a mais bagunceira, a que tinha os alunos que eram convidados a sair da escola, a que todos os professores reclamavam; e sempre fui a aluna que destoava da turma em alguns, ou vários, aspectos. E isso não ia mudar só porque entrei na faculdade, não é? Como isso é possível? Murphy.

Nunca ganhei nada em sorteio, a não ser um CD de música evangélica infantil uhull na Igreja, quando eu ainda a frequentava. E o mais bizarro de tudo é que, por mais que eu não estivesse nem aí para aquele CD, foi sorte mesmo, porque foram sorteados 4 números que não tinham donos antes do meu.



Entretanto, apesar disso tudo, acho que a sorte é algo muito relativo. O que é sorte pra mim, pode não ser pra você, e vice-versa. Há pessoas que dizem que mesmo que a sua vida esteja um lixo, você tem sorte de estar vivo. Vai dizer isso pra uma mendigo que passa fome, frio, calor, é maltratado por playboys que não têm o que fazer e droga-se pra tentar amenizar a situação? Ele não tem sorte de estar vivo, gente, venhamos e convenhamos. Para mim, ter sorte de estar vivo é quando você tem uma vida razoável e, mesmo que aconteçam coisas ruins nela – o que é normal -, tem a possibilidade de melhorá-la, o que não procede no caso do mendigo.

Não sou uma pessoa supersticiosa. Não acredito que pé de coelho, ferradura, trevo de quatro folhas, figas, fitinhas do Bonfim e um número qualquer vão dar sorte, nem que passar por gato preto, embaixo da escada, que quebrar um espelho e que sexta-feira 13 dão azar. Mas acredito que se você acreditar com toda a sua força que algo dá sorte, é bem possível que, em realidade, te dê sorte, tanto que existem roupas cuecas e calcinhas da sorte. As pessoas acreditam que sempre que usarem aquela roupa terão sorte, e isso realmente ocorre, apesar de não ser por causa da roupa. É uma espécie de efeito placebo: você acredita que algo cura e acaba curando mesmo.



O fato é que a sorte e o azar existem, sim, e não dependem só de você e da sua vontade. É disso que sobrevivem os chamados jogos de azar. Às vezes você é mais atingido por um, outras vezes, por outro. Acho que, além de você se esforçar, tem que ter sorte na vida, senão seu esforço não é, infelizmente, tão valioso. Você pode ter sido o 1º aluno da sala desde que aprendeu a ler, ter feito mestrado, doutorado, pós-graduação, vários cursos e mesmo assim não conseguir um emprego tão bom. Conheço casos do tipo. Isso é azar. Há quem nasça com e quem nasça sem. Pode não ser justo, mas é a vida. Não basta ser inteligente e esforçado, tem que ter sorte na vida. Sorte é uma coisa fundamental para todo mundo. Tem mais sorte quem, apesar de seus eventuais problemas, é verdadeiramente feliz.

Texto escrito para o Blorkutando.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

"Brother and sister,"

Impossível escolher apenas uma frase do texto/música Filtro Solar, do Pedro Bial. Por isso, escolhi três – uma frase (ou melhor, uma oração verbal) e dois trechinhos.

“Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.”


Ser leviano significa ser imprudente, proceder precipitadamente, sem refletir.
Ser leviano com o coração dos outros é brincar com os sentimentos alheios como se não tivessem importância. Pessoas de coração leviano, provavelmente, são aquelas que se deixam iludir por outras e possuem pouco (ou nenhum) amor próprio, que mesmo sabendo que estão se iludindo, preferem continuar com aquela obsessão, vivendo em meio a mentiras. Em ambos os casos, é horrível para todas as pessoas envolvidas, pois há sofrimento simultâneo.

Ser iludido e iludir-se são coisas diferentes, mesmo que, geralmente, não as diferenciemos e apenas soframos as consequências da ilusão. Ser iludido é deixar-se iludir por alguém; iludir-se é algo feito por conta própria, com uma “ajuda” (in) direta de outro alguém. A pior coisa é criar uma ilusão em alguém, fazer nascer um sentimento que não pode ser correspondido. Quem se ilude, o faz sem perceber, enche-se de uma esperança que, muitas vezes, nem sabia onde estava escondida ou que existia. É por isso que sou sempre a favor da verdade e da clareza, de ‘pôr as cartas sobre a mesa’. Depois que as pernas da mentira são alcançadas, piora tudo. É aquela velha frase clichê: prefiro ser magoada com a pior verdade do que iludida com a melhor mentira.

“Cante.”
“Dance. Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.”

Cantar e dançar. Algumas das melhores coisas da vida. Quem canta, seus males espanta, e quem dança também. Quando cantamos, dançamos. Quando dançamos, cantamos. O canto e a dança estão interligados, são movidos pelos sons e por movimentos, cada um com seu qual; e ligados diretamente à música, que é a expressão da alma. Eu não consigo dançar sem cantar, mesmo sem saber direito a letra; nem cantar sem dançar, nem que seja só mexer os pés, as mãos e a cabeça. Quando os dois se juntam, misturam-se de tal forma que não querem mais se separar, e nem eu quero me separar deles.

Ao cantar, liberta-se o que está preso lá dentro, por algum motivo. Quantas vezes você já ouviu uma música e falou ou pensou “nossa, essa música parece que foi feita pra mim!”? Ao dançar, movimenta-se todo o corpo, todas as partes que quisermos libertar; podemos libertar o que quisermos dançando. Sou totalmente a favor do dance like no one’s watching (dance como se ninguém estivesse assistindo), é a liberdade total do corpo e da alma. O maior movimento é a capacidade de expressar-se.

Sublime liberdade é dançar e cantar!

Texto escrito para o Blorkutando.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Fé Na Razão

O embate entre a fé e a razão nunca foi tão fortemente discutido. A fé quer provar que está certa, ao mesmo tempo que a razão quer provar que está certa. O que as duas talvez não percebam é que ambas estão certas. Não se pode dizer que a fé está errada, pois depende das pessoas acreditarem ou não, mas também não se pode dizer que a razão está errada, visto que ela possui provas reais de seus acertos. Por que Adão e Eva, por exemplo, não poderiam ser macacos que depois evoluíram para homo sapiens? Nada impede, não é? Por que a fé e a razão não podem estar ligadas? Este e outros são pontos a se pensar e a serem questionados.


Ter fé é acreditar intensamente em algo, não importa o quê. A fé, por convenção, é vinculada diretamente à religião, mas não necessariamente só a ela. Ter fé não está errado, muito pelo contrário; admiro quem consegue ter fé num mundo cada vez mais descrente e desligado do lado espiritual. O que está errado é se deixar cegar por ela. Isto é perigoso porque pode levar ao conformismo – tudo o que acontece na vida de uma pessoa, ela “culpa” a justiça divina, quando, na verdade, não é assim. Deus pode ajudar, mas temos que fazer a nossa parte também. De que adianta rezar o dia todo para conseguir um emprego se você não correu atrás para consegui-lo e não deixou o seu currículo em lugar nenhum? Isso é que chamo de cegueira religiosa. Ainda hoje existem muitas pessoas que pensam assim, deixam a vida levá-las, quase que involuntariamente, porque se Deus quis assim é porque era para ser assim, e ponto. Não lutam por nada e se conformam com tudo o que acontece com elas. Pura alienação. Isso ocorre devido ao apego excessivo à religião. Concordo que todos precisam apegar-se em algo para conseguir viver - não necessariamente a religiões –, pois a tarefa de viver torna-se mais difícil se você não acreditar em nada acima de você, mas há limites, como em tudo na vida – crer sem exageros, pois tudo em excesso faz mal.

A razão é algo que, acredito, nos foi dado para haver um equilíbrio com a fé, para não cometermos exageros. Normalmente, a razão é relacionada à Ciência, devido à sua eterna briga com a fé, mas o ato de raciocinar não está vinculado apenas à Ciência, pois todos os seres humanos são seres pensantes. A razão costuma questionar muito a Bíblia, devido a suas passagens um tanto quanto duvidosas e machistas, e até já conseguiu provar que muitas coisas nela escritas estão erradas, como as 10 pragas do Egito. (Para quem nunca ouviu falar disso, recomendo que veja o filme A Colheita do Mal. É um filme de terror, mas mostra exatamente todas as descobertas científicas em relação às 10 pragas do Egito, como e porque aconteceram.) Além disso, como podemos acreditar plenamente em um livro escrito somente por homens? Quem garante que foi Deus quem ditou aquilo tudo para eles? Se for assim, Deus é deveras machista, porque do jeito que está escrito na Bíblia, a mulher é culpada pelo mundo ser como é e por todas as desgraças que acontecem, enquanto o homem ganha o mérito de ser o responsável por tudo de bom que acontece. E não é assim, de forma alguma. É por isso que a Ciência entra em ação na área religiosa, para provar que o mundo não é bem como a Bíblia quer nos mostrar. Pensem comigo, principalmente quem é religioso: se Deus achasse errado os homens tentarem provar com a Ciência que nem sempre a Bíblia e a fé estão certas, e fosse mentira o que provaram, Ele não lhes daria inteligência para fazer tais descobertas. Sendo assim, pode-se dizer é correto não acreditar sempre em tudo, é preciso questionar. Tudo o que o ser humano construiu até hoje começou com questionamentos. Nem tudo o que lemos e ouvimos está certo, até porque existem opiniões diferentes, fazendo com que o conceito de certo-e-errado, muitas vezes, caia. Porém, se algo é provado cientificamente, fica bem mais difícil negar que está certo. A Ciência erra? Erra, mas conserta depois, e aí acerta.


É por essas e outras que meu lado racional é maior que o espiritual. Acredito no que é possível ser provado, detesto me sentir enganada. Os homens distorcem demais a verdade porque querem manipular as pessoas que têm fé; vide o caso dos bispos que enganam e extorquem as pessoas nas Igrejas por aí. Acredito que exista algo acima de mim, mas sou um tanto aversa a religiões, pois cada uma distorce a Bíblia de forma que lhes seja vantajoso. Pra mim, acreditar em Deus já é o bastante. A fé tem sua razão de ser, e a razão tem a sua fé para seguir em frente. O importante é haver um equilíbrio entre as duas dentro de cada um.

Texto escrito para o Blorkutando.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Felicidade Monetária

O dinheiro pode comprar pessoas, mas não pode comprar o amor que elas podem sentir por você, nem carinho, nem amizade, nem respeito, nem nenhum outro sentimento; isso é fato. Entretanto, todo o resto ele pode comprar. Ninguém gosta que falte dinheiro no fim do mês, ninguém gosta de ficar sem dinheiro; então o que é isso de dizer que dinheiro não traz felicidade? Traz, sim. Apenas não te deixa plenamente feliz, ou até deixa dependendo da pessoa. Todo mundo precisa de amor, mas também precisa de dinheiro, senão vários casamentos não estariam sendo desfeitos por causa da falta de cifras na conta bancária.

Quem diz que dinheiro não traz felicidade é porque nunca teve um dinheirinho a mais ou nunca ficou sem ele. Isso é hipocrisia pura. Experimenta só ser chamado pra ir ao cinema pelos seus amigos e você não ter dinheiro pra ir pra ver se você vai ficar feliz... Aí você vai falar “Vou ficar feliz, sim. Vou ficar em casa e ver o filme que está passando na Globo com a minha família”? Alguém te chama para ir a uma festa super legal, mas você não tem dinheiro para comprar o ingresso nem a roupa adequada para ir; e todos os seus amigos vão. Você não vai ficar feliz com isso, vai? A sua pele está horrível, cheia de espinhas, manchada e/ou cheia de marcas. Você não tem dinheiro para ir ao dermatologista ou tem plano mas não tem dinheiro para comprar os medicamentos caríssimos. Vai me dizer que você vai deixar pra lá, olhar pro espelho e dizer pra si mesmo “Como estou feliz!”? Claro que não (para todas as situações) né. Alô! Acordem! Vivemos numa sociedade onde o dinheiro é essencial e não existe sem ele. Dinheiro traz felicidade, sim, e muita. Ele compra coisas necessárias para a nossa sobrevivência física mas também para a sobrevivência do nosso ego, e sem ela você não fica feliz. Você pode se divertir em casa e muitas vezes acaba gastando dinheiro para tal, mas também precisa sair nem que seja de vez em quando para fazê-lo também, sair com seus amigos, comprar uma coisinha ou outra para satisfazer a sua vontade, comer fora de vez em quando, tomar um sorvete, socializar, se arrumar, se sentir bonito, se sentir bem. E para isso, meus amigos, é necessário dinheiro.



Muitas das ditas coisas simples da vida não são feitas sem dinheiro, e se o são, não têm a mesma graça. Por exemplo, passear na praia ou na Lagoa. Você se veste, põe seu MP4 no ouvido, vai caminhando calmamente ouvindo a sua música, quando você fica com sede ou sente vontade de tomar algo, um coco talvez. E como você vai fazer pra tomar? Comprando. E o que compra a bebida? O dinheiro. A mesma coisa quando você sente aquela fominha na rua ou um desejo incontrolável de comer algo. É o dinheiro que vai comprar tudo isso. A felicidade não é feita de pequenas coisas? Então. Quando você compra alguma coisa que quer muito, a felicidade pode até ser momentânea, mas é enorme. Felicidade plena não existe, ela é feita de momentos felizes, e temos de aproveitar todos eles. Você não estará feliz sempre, então qual o problema de gastar um dinheirinho para levantar o astral e se sentir bem consigo mesmo?

Não entendo essa mania das pessoas de dizer que dinheiro não traz felicidade. Deve ser para não parecer capitalista aos olhos dos outros. Quanta hipocrisia... Querem saber? Prefiro uma pessoa assumidamente super consumista a uma que esconde seu instinto consumista só para passar uma imagem “positiva” de desapegada aos outros.

Existem pessoas que conseguem ser felizes sem dinheiro, mas são casos isolados de pessoas desapegadas de coisas materiais. Acho meio estranho, apesar de achar ótimo não ser materialista; é muito mais fácil viver sem se importar com bens materiais. Entretanto, vivemos numa sociedade onde impera o capitalismo selvagem, de pessoas que engolem pessoas, que passam por cima de outras, que destroem, que até matam por dinheiro. Se o dinheiro fosse tão ruim assim e não trouxesse nem um pouquinho de felicidade, isso não aconteceria. Ninguém gosta de viver na miséria, e se puder viver num luxo mínimo, não há quem não prefira.

É por isso tudo que eu sempre digo: já que você acha que dinheiro não traz felicidade, dê-me o seu e seja feliz!

E como disse hoje o meu professor de Sociologia: “Dinheiro não traz felicidade, mas eu posso estacionar o meu iate ao lado dela.”

Texto escrito para o Blorkutando.

sábado, 28 de março de 2009

Sobre finais de semana curtos e situações cotidianas bizarras

Muitas coisas para fazer e muito pouco tempo para fazê-las. Vocês com certeza já passaram por isso. No meu caso, isso vem ocorrendo constantemente aos finais de semana. Sempre quero tirar os meus sábados e domingos para me divertir e sair, ao mesmo tempo que preciso descansar da correria da semana toda que passou e fazer alguns trabalhos da faculdade. E nunca consigo fazer tudo; aliás, nem metade. Acho que o final de semana deveria ser maior, 2 dias é muito pouco, quase nada. Até parece que vou conseguir descansar 7 dias de muito cansaço em 2 míseros dias né... Parece que os dias de semana demoram mais pra acabar e os finais de semana terminam rápido demais, o dia passa muito rápido, mesmo que você não faça nada. Estava pensando nisso ontem no ônibus quando estava indo para a faculdade. Definitivamente, preciso de um final de semana de pelo menos 7 dias.

Enquanto eu pensava sentada no banco do ônibus já cheio, com o meu fone no ouvido, me vem uma mulher com uma bolsa enorme ficar parada do meu lado. OK, ela saiu logo porque conseguiu um lugar rápido ainda bem. Daqui a pouco, chega um homem pançudo, parecendo que estava grávido de tão grande e redonda que era a pança, e fica com a mesma praticamente na minha cara. O ônibus andava, fazia curvas, corria, e lá ia e voltava a pança (¬¬). Até que eu comecei a espirrar por causa do cheiro da fumaça poluída da rua e peguei um lenço de papel na mochila. Impressionante, foi só eu pegar o lenço que o cara logo se afastou de mim com a sua pança nojenta. Eu odeio essas pessoas que ficam em pé no ônibus se segurando ao seu lado. Ahpaputaqueopariu! Quando não é uma bolsa gigante quase batendo (ou batendo) na sua cara e no seu braço, é uma pança enorme! Isso é pura folga! Não conseguiu lugar pra sentar? F*da-se, o problema não é meu, e não é por isso que você precisa colocar algo na minha cara como se eu fosse me levantar pra te dar o meu lugar. Prontofalei.



Outra coisa que me irrita em ônibus são essas pessoas que ficam se encostando em você, olhando pra você enquanto estão em pé ao seu lado, para fazer você levantar pra elas. Ah, até parece que eu vou levantar do meu lugarzinho com aquela mochila pesada, em plenas 7:45 da manhã, morta de sono, pra qualquer um! Pobres mortais iludidos... Às vezes a pessoa do seu lado nem está com essa intenção, mas, além de serem poucas vezes, sempre parece. Fica te olhando, te intimidando, como quem diz “Sai logo desse lugar que eu quero sentar, porra!” ou “O que você está fazendo sentada aí enquanto eu to aqui em pé?”. Sorry, baby. Ninguém mandou chegar tarde demais no ônibus... (6)

Outro dia eu estava num táxi, voltando de noite pra casa de uma palestra, distraída, pensando na vida, ouvindo Claudinho e Buchecha no rádio do taxista, quando olho para o lado e me deparo com uma figura um tanto exótica: um vovô tirando onda de motoqueiro numa moto enorme, com jaqueta de couro colorida, um capacete enorme igualmente colorido e um cigarro na boca, sem segurar. Vai lá, vovô! Hahaha

Mais uma coisa que sempre me acontece é eu pedir uma bebida em algum restaurante perto da faculdade e o garçom errar o meu pedido. Eu posso até falar baixo, mas eles também são burros. Quando você pede um Guaraná Zero você quer dizer o quê? Um Guaraná Antarctica vou pedir a minha comissão, certo ? Pois é. O garçom me vem com um guara alguma coisa zero. Um guaraná natural horrível vagabundérrimo. E ainda estava quase abrindo pra colocar no meu copo! Falei que não era aquele, era o refrigerante, ele fez uma cara de pateta como quem não entendeu o que eu falei e ficou um tempo pensando naquilo. Aí 100 anos depois, entendeu e foi pegar o guaraná certo. Isso sempre acontece com Matte também. Sempre peço Matte natural e quase sempre perguntam se é com limão. Sempre quis falar “Ô meu filho, natural é com limão por um acaso? Ah tá”. Pior foi uma vez que pedi o natural e o garçom chegou com o Matte natural e um copo com gelo e limão. Assim, se eu quisesse limão no Matte eu tinha pedido logo o com limão, não o natural né, dããã.


Ai, ai... Gente inconveniente e burrice cansam a minha beleza.

Post-reclamação [Mode On]

quinta-feira, 19 de março de 2009

Poder, o seu nome é Mulher!


Os homens adoram dizer que mulher é tudo igual. Porém, na verdade, todas as mulheres são diferentes e únicas. Existem mulheres e mulheres; algumas podem até ser parecidas, mas nunca iguais. Como escreveu Machado de Assis:

"As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar... aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore”.

O primeiro homem valente foi Adão, que escalou até o topo da árvore onde estava a maçã Eva, quando aceitou comer a maçã da árvore do pecado. E existe algo melhor que pecado? Se não fosse por Eva, os seres humanos ainda estariam vivendo numa floresta, comendo frutas o dia todo e se reproduzindo como coelhos, naquela eterna ignorância e falta do que fazer. Sem saber, Eva abriu os olhos de Adão para o mundo, um novo mundo. E, na verdade, foi ela quem mais se deu mal com isso, pois até pouco tempo o homem se sentia superior e dono da mulher. Só com o passar do tempo a mulher foi conquistando o seu lugar na sociedade machista; e mais do que merecido, diga-se de passagem, porque sem a mulher a sociedade sequer existiria, porque tudo começa a ser gerado dentro de um ventre feminino. Podemos até dizer que a mulher é o umbigo do mundo.

Mulher é sensível, sensitiva, amorosa, apaixonada, misteriosa, inteligente, batalhadora, persistente, independente e não tem vergonha de chorar. Mulher aguenta dor, cuida da casa, trabalha fora, trabalha com cólica e dores provenientes da mesma, aguenta cantadas ridículas de homens nojentos na rua e consegue até rir de piadinhas machistas. Mulher é força pura! Afinal, não existe algo mais forte que amor de mãe. Mulher corre atrás do que quer e sempre acaba conseguindo, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas; e, apesar de toda a correria diária, ainda arruma tempo para se cuidar e ficar cada vez mais bonita. Mulher aguenta tanta coisa, que nenhum homem consegue fazer nem ideia de como é ser mulher. Mulher faz melhor tudo o que o homem faz (e mais um pouco), e ainda faz de salto alto! Como um ser assim pode não ser superior? A mulher foi criada depois homem porque sozinho ele ficaria perdido, e ela sozinha não teria a quem cuidar e ensinar. Haja poder! Sexo frágil? Não chegamos nem perto! Apenas 1 dia do ano é muito pouco, quase nada, para nos homenagear. Isto deveria acontecer espontaneamente todos os dias.

Texto escrito para o Blorkutando.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Porque pecar nem sempre é pecado.

Pelo contexto religioso, pecado é qualquer desobediência à vontade de Deus; também está ligado a erro e distanciamento do correto. Os conhecidos 7 pecados capitais fazem parte de um conceito que surgiu antes do cristianismo e que conhecemos hoje como vícios.O catolicismo utilizou-os com o intuito de controlar, educar e proteger seus seguidores, de forma a compreender e controlar os instintos básicos do ser humano. No entanto, não há registro dos 7 pecados capitais na Bíblia. A Igreja Católica classificou e selecionou o pecado em dois tipos: os pecados perdoáveis sem a necessidade de sacramento da confissão e os pecados capitais, merecedores de condenação. (definições retiradas daqui)

Se foi a Igreja Católica que inventou isso tudo, como inventa todas as mentiras e baboseiras que prega até hoje para beneficiá-la, por que nós temos que aderir e acreditar em suas palavras? A Igreja não tem o poder de dizer o que imperdoável ou não, ela não é Deus; aliás, está muito longe Dele, mesmo dizendo que O representa na Terra. E por que somente sete pecados capitais? Por que não 10 ou 15? Existem muito outros pecados piores que a preguiça, a inveja, a gula, a vaidade, a luxúria, a avareza e a ira. Eu acho que estuprar uma menina desde que ela tinha 6 anos e engravidá-la de gêmeos aos 9 é o pior pecado que um homem pode cometer, e é bem pior mil vezes que qualquer pecado capital. Já a Igreja, acha que abortar os bebês que provavelmente não conseguiriam nascer e que matariam a pequena mãe é o pior pecado de todos claro, porque seus padres adoram estuprar criancinhas. Ela precisa se defender e manter o seu poder sobre a cabeça fechada das pessoas. Mas enfim... Voltando aos 7 pecados capitais...

É natural do ser humano pecar. Todo mundo peca e vai pecar até morrer, até nas prováveis próximas vidas. Eu diria que pecar é a coisa mais natural do mundo e que é uma coisa muito relativa – o que pra mim pode ser pecado, pra você pode não ser e vice-versa. Além disso, os 7 pecados estão diretamente ligados à hipocrisia. Por quê? Porque todo mundo comete todos os pecados o tempo todo, nem que seja em pensamento ou sem perceber, mas não admite. Quantas vezes você já ouviu alguém dizer que não sente inveja de ninguém? Ou que não é vaidoso? Ou que não é muito ligado a sexo? Ou que nunca foi pão-dura? Eu, várias. O ser humano além de naturalmente pecador, é hipócrita, e não consegue admitir que comete erros e que possui certos defeitos condenados pela sociedade - aí entra a parte histórica do catolicismo, que considera alguns pecados imperdoáveis. Eu admito sem problemas: cometo todos os 7 pecados capitais e mais alguns.

1. Preguiça: Eu sou muito preguiçosa para algumas coisas. Tenho muita preguiça de ler livros, me dá sono; prefiro ler na internet, mas mesmo assim tem uma hora que cansa. Tenho preguiça de sair do quarto às vezes pra pegar alguma coisa não tão necessária naquele momento. Tenho preguiça de fazer trabalhos chatos e enrolo de vez em quando. Morro de preguiça de fazer qualquer coisa quando está chovendo muito, nem saio de casa. Tenho preguiça de sair quando me chamam pra algum programa em cima da hora, porque sou lerda pra me arrumar. Tenho preguiça extrema para acordar cedo. E por aí vai.



2. Inveja: Eu sinto inveja de algumas pessoas e situações, mas a maioria é a dita saudável, não faz mal a ninguém a não ser a mim mesma. Você pode ter inveja e prejudicar a pessoa da qual sente inveja ou guardá-la pra si e tentar esquecer. Sabe aquela bolsa (ou qualquer outro objeto) que você está de olho há um tempo, só que é muito cara pra sua renda, e você vê uma amiga sua com ela quando se encontram? E quando praticamente todas as suas amigas estão namorando e só você está sozinha há séculos? Ou quando você queria muito ter um dom e outra pessoa o tem, tipo tocar algum instrumento ou falar uma língua muito complicada? Ou também quando você vê que algum conhecido tem uma vida muito fácil enquanto a sua está sempre complicada? Pois é, a inveja está te dando um olá.


3. Gula: Meu pior (ou seria melhor?) pecado. Se eu não engordasse, comeria o dia to-do. Se alguém me ligasse, eu estaria mastigando. Se alguém olhasse para o lado e me visse, eu estaria comendo. Comer é muito bom né, gente? Uma das 3 melhores coisas da vida! É claro que eu não como o dia todo, mas de vez em quando cometo este pecado, e gosto muito de cometê-lo. Aliás, não acho que a gula seja um pecado. Pecado pra mim é jogar comida fora.



4. Vaidade: Só não sou mais vaidosa por falta de dinheiro. Adoro me arrumar, me maquiar, comprar roupas e acessórios, cuidar do cabelo. Só no dia-a-dia dos estudos que sou meio preguiçosa pra me arrumar, mas quando saio me arrumo bastante. Que mulher não é vaidosa? Ou melhor, que pessoa não é vaidosa? Até pessoas com estilo considerado estranho são vaidosas, porque elas se vestem daquela maneira para se sentirem arrumados para a tribo a qual pertencem - possuem piercings, tatuagens, usam pulseiras grandes, roupas diferentes (e por isso chamativas), cintos com rebites, sapatos extravagantes, maquiagens pesadas e/ou exageradas, etc. Tudo isso é vaidade; elas se acham bonitas se vestindo daquele jeito. Se essas pessoas não fossem vaidosas, nada disso faria diferença para comporem o seu visual. Até menino de rua é vaidoso – canso de ver pivetes com o cabelo loiro-Belo aqui no Rio de Janeiro. Inclusive, há uns anos um menino pediu dinheiro para a minha mãe, ela perguntou se ele estava com fome que ela lhe comprava um lanche e ele disse que queria comprar uma tintura de cabelo... Vê se pode? Não tem dinheiro para nada, nem para comer, mas quer pintar o cabelo lembram daquele grupo de pagode Soweto? Pois é, lembrem-se agora do cabelo do vocalista, o Belo! Pra gente ver como a vaidade está na pele de todas as pessoas.


5. Luxúria: Bom, também sou filha de Deus né. Quem não gosta de uma sacanagem de vez em quando (ou sempre)? Hahaha. O ser humano tem o sexo como uma necessidade fisiológica, mesmo que não seja o ato em si, pode ser apenas uma pegação.


6. Avareza: Sou pão–dura com comida, confesso. Adoro comer bem, mas detesto gastar o meu dinheiro pra isto. Eu sou controlada, não gasto com o que não posso, mas quando tenho dinheiro não me importo de gastar. Sou até mão aberta com algumas coisas.


7. Ira: Perco a paciência com facilidade, então não venha me perturbar, ficar me perguntando a mesma coisa 100 vezes e me fazer repetir coisas óbvias. E quando eu fico com aquela raiva braba, sai de baixo!

Então, gente, vamos pecar muito, porque somos seres humanos imperfeitos, portanto nós podemos. E nada de ficar se punindo porque cometeu um dos tais 7 pecados capitais, “os imperdoáveis”. Às vezes, pecar não é pecado. É tudo uma questão de ponto de vista.

Texto escrito para o Blorkutando.

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