quinta-feira, 9 de maio de 2013

Festival Varilux de Cinema Francês – Parte I


Oi, gente!

Desculpem essa humilde blogueira pelo sumiço mais uma vez. Espero conseguir postar aqui no blog com mais frequência a partir de hoje.

Como algum de vocês já devem saber, dia 1º de Maio começou o Festival Varilux de Cinema Francês, que vai até o dia 16 de maio. Infelizmente, ele está em cartaz em poucas cidades do Brasil, especialmente as capitais. Este ano, o Festival apresenta 15 filmes franceses, ainda não lançados no Brasil. Quem conseguir montar um bom cronograma de horários, tem a possibilidade de ver todos os filmes.


Como fã do cinema francês, amo o Festival Varilux, já montei meu cronograma e estou desde domingo indo ao cinema e assistindo a dois filmes por dia. Espero conseguir ver todos os filmes até o fim do Festival, ou quase todos pelo menos, pois alguns ainda vão estrear no cinema normal daqui algum tempo. Resolvi falar um pouco dos filmes que já vi em alguns posts, para incentivar todos que ainda não foram ao Festival a conferirem os melhores filmes, abrirem as cabeças para além de Hollywood e a se apaixonar pelo cinema francês como eu me apaixonei.


·   Renoir (Renoir)
Direção: Gilles Bourdos
Origem: França
Ano: 2012


Sinopse: Côte d'Azur, 1915. Em seus anos de crepúsculo, Pierre-Auguste Renoir é atormentado pela perda de sua esposa, as dores da velhice, doenças artríticas e a terrível notícia de que seu filho Jean foi ferido em ação. Mas quando uma jovem milagrosamente entra em seu mundo, o velho pintor é preenchido com uma energia nova e totalmente inesperada. Andrée se tornará sua última modelo, e a fonte de um rejuvenescimento incrível. De volta à casa da família para convalescer, Jean também cai sob o fascínio da estrela, essa nova ruiva do firmamento de Renoir. Em seu Éden Mediterrâneo - e em face da forte oposição de seu pai -, ele se apaixona por esse espírito selvagem, indomável ... nesse momento um cineasta começa a crescer.

O que mais gostei no filme foi que ele mostra a vida de dois famosos Renoir – pai e filho. Não li a sinopse antes de assisti-lo, então achei que era apenas sobre o pintor, e não também sobre seu filho cineasta. É o fim da vida do pai, com muito sofrimento devido a dores causadas por doença e velhice, e o início da vida do filho, que voltou ferido da guerra, alistou-se novamente (dessa vez, na Aeronática), voltou vivo e tornou-se um grande cineasta. Há também o filho mais novo, a quem o pai mal dá atenção e sente-se sozinho, e o filho mais velho, que quase não aparece no filme e também voltou da guerra ferido, mas no final do filme apenas.


A chegada de Déedée mudou a vida de todos, principalmente de Renoir-pai, que voltou a ter a alegria de sair de casa e pintar quadros, mesmo sentindo dores, e Jean Renoir, que se apaixonou por ela e teve um romance. Déedée era uma ruiva exuberante e sem muitos pudores, um pouco irônica e que não se deixava humilhar. Pousou nua diversas vezes para Renoir, se dizia artista que fazia um pouco de tudo, mas seu sonho era ser atriz.

O filme é um pouco lento no início, mas a partir da metade ganha ritmo. A chegada de Jean Renoir dá outro rumo à história também. Como gosto muito de filmes biográficos, achei interessante. A fotografia é linda, há belas paisagens e pinturas, e a trilha sonora é de uma beleza sutil. Vale a pena assistir.

·  A Datilógrafa (Populaire)
Direção: Régis Roinsard
Origem: França
Ano: 2012


Sinopse: Aos 21 anos de idade, Rose Pamphyle mora com seu pai e estar prestes a casar com o pacífico filho de um garagista. Ela poderia virar uma dona de casa, mas a jovem tem planos mais ambiciosos. Ela sai de sua cidade e tenta um emprego de datilógrafa no escritório de seguros de Louis. Mesmo se suas habilidades como secretária são fraquíssimas, o homem fica impressionado com a velocidade com a qual Rose consegue digitar. Logo o espírito competidor de Louis se desperta: ele decide aceitar Rose como sua secretária, contanto que ela treine para participar da competição de datilógrafa mais rápida do país.

Até agora, este foi o filme de que mais gostei no Festival Varilux e entrou para a minha lista de favoritos! É uma comédia romântica apaixonante! O mais impressionante de tudo é como uma trama aparentemente simples – um concurso de datilografia – se tornou tão encantador. O filme prende a atenção do início ao fim, não tem como ficar entediado! Cada treino, cada fase do concurso te deixa mais ansioso para saber qual será o próximo fato que irá acontecer. Há alguns clichês, como em toda comédia romântica, mas não tira a amoção nem um segundo. Além de nos fazer rir e torcer pelo romance do casal protagonista, o filme também faz com que nos emocionemos em algumas cenas.


O desenrolar do romance de Rose e Louis é uma gracinha! Ele é tímido, ela é tímida, mas está na cara que os dois se amam. A ambientação e o figurino dos anos 50 perfeitos dão uma aura mágica à história! A atriz protagonista Déborah François lembrou em parte a atriz Audrey Hepburn por seu rostinho, cabelo e estilo de boneca. A trilha sonora é linda, linda! Tem uma música que com certeza vai ficar um tempo na sua cabeça - “chá chá chá de la secretaire...” – e uma frase marcante no final. Este ninguém pode deixar de conferir! Altamente recomendado!

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