quinta-feira, 23 de maio de 2013

Festival Varilux de Cinema Francês – Parte III

Oi, gente!

Nesta terceira parte de posts sobre o Festival Varilux, vou lhes apresentar três filmes bem diferentes entre si, talvez um pouco polêmicos devido a certos pontos que falarei ao longo do post. Confiram!


· O Homem Que Ri (L’Homme Qui Rit)
Direção: Jean-Pierre Améris
Origem: França
Ano: 2012


Sinopse: Adaptação do romance de Victor Hugo traz a história de dois órfãos, Gwynplaine, um garoto cuja cicatriz no rosto dá a impressão de que ele está sempre sorrindo, e Déa, uma garota cega. Em pleno inverno, eles são acolhidos pelo grande Ursus e passam a viver com ele. Para ganharem dinheiro, os dois jovens decidem fazer um espetáculo pelas estradas, onde o sorriso de Gwynplaine desperta a curiosidade de todos que passam. Aos poucos, o garoto adquire fama e dinheiro, distanciando-o das únicas duas pessoas que sempre gostaram dele: Déa e Ursus.

Este filme é o 3º que fazem baseado na história de Victor Hugo. Depois de ver esse, fiquei curiosa para assistir às outras versões. A atriz que interpreta a Andrée em Renoir é a mesma que interpreta a Déa em O Homem Que Ri, com a única diferença de que no primeiro ela está ruiva e no segundo ela está loira. Em todas as edições de festivais de filmes vocês vão ver filmes em que um mesmo ator ou uma mesma atriz atua em mais de 1 filme. Eu acho legal porque, geralmente, eles interpretam personagens muito diferentes entre si, então podemos avaliar a sua atuação com base em 2 ou mais 3 filmes, além de ser interessante ver o mesmo ator em dois filmes diferentes em pouco tempo.


O Homem Que Ri lembra algumas nuances de O Retrato de Dorian Grey. Gwynplaine seria o Dorian, com sua fome de poder, de aproveitar sua juventude e de ter belas mulheres - no caso, a Duquesa que o provoca a todo tempo. Déa e Gwynplaine se apaixonam, como Dorian e X. Ambos trocam o amor de suas vidas pela vida de luxo e liberdade sexual. Assim como Dorian, Gwynplaine descobre tarde demais que aquela vida não lhe dará felicidade e que perdeu o amor de sua vida em vão, por algo vazio.

É um bom filme, com uma belíssima fotografia e uma bela trilha sonora, porém faltou algo nele e seu ritmo poderia ser melhor para prender mais a atenção. Ainda assim, vale a pena assistir, principalmente pela história. Estrou em cartaz essa semana no cinema, então aproveitem para assisti-lo!

·  Adeus, Minha Rainha (Les Adieux à la Reine)
Direção: Benoît Jacquot
Origem: França
Ano: 2012


Sinopse: Em 1789, no alvorecer da Revolução Francesa, Versalhes continua vivendo com imprudência e descontração, longe do tumulto que domina em Paris. Quando a notícia da tomada da Bastilha chega à Corte, o castelo se esvazia: nobres e servos fogem. Mas Sidonie Laborde, jovem leitora totalmente devotada à Rainha, não acredita no que ouve. Protegida por Maria Antonieta, acha que nada pode lhe acontecer. Ela não imagina que aqueles são os últimos três dias que vive ali.

Você lê a sinopse e acha que será interessante saber mais sobre a história de Maria Antonieta vista de outro ângulo. Aí você vê o filme e percebe que estava enganado (a). Teoricamente, era para o filme se centrar na relação homossexual que a Maria Antonieta mantinha com a Duquesa, mas esta mal aparece no filme e há apenas insinuações. Não parece que elas eram amantes, parece que tinham apenas uma relação platônica, como a que Sidonie Laborde tinha com a Rainha.


Adeus, Minha Rainha foi o pior filme que vi no Festival Varilux. Cheguei a cochilar em certos trechos. O filme é MUITO lento, muito parado, muito silencioso, promete e não cumpre. Só vale a pena pela fotografia, belos figurinos de época, atuações de Diane Kruger e Léa Seydoux, principalmente, e por algumas poucas boas cenas. Porém, no geral, é totalmente boring.

·  Além do Arco-íris (Au Bout de Conte)
Direção: Agnès Jaoui
Origem: França
Ano: 2013


Sinopse: Era uma vez uma menina que acreditava no amor, em sinais e no destino; uma mulher que sonhava em ser atriz e desesperava-se para chegar lá um dia; um jovem que acreditava em seu talento como compositor, mas não acreditava muito em si próprio. Era uma vez uma menina que acreditava em Deus. Era uma vez um homem que acreditava em nada até o dia em que uma vidente deu a data de sua morte e, relutantemente, ele começou a acreditar.

Já li algumas críticas de algumas pessoas em relação ao roteiro desse filme, às atuações e em relação ao excesso de personagens, mas eu achei uma gracinha. Achei o final satisfatório, ao contrário do que já li por aí. A história ficou bem fechada; o que futuro reserva fica por conta da nossa imaginação, assim como nos contos de fada. Já assisti a muitos outros filmes em que o final não fazia sentido ou era vazio, ou não dizia nada, ou o filme ficou no ar sem final.



O mais legal de Além do Arco-íris é a desconstrução dos contos de fada e as novas construções feitas em cima dos mesmos e da realidade da vida. Tem cenas bem dramáticas e outras bem divertidas. Mais humano, impossível. Eu recomendo.

Para ler a Parte I, clique aqui.
Para ler a Parte II, clique aqui.

Um comentário:

Maxx disse...

Não sabia que existia essa nova versão de "O Homem que Ri". A história é excelente e sua primeira versão para o cinema foi uma obra-prima. Lá no TeleCineBrasil tem a primeira para assistir online. Recomendo. Abç.

Maxx.
TeleCineBrasil.

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