sábado, 25 de maio de 2013

Festival Varilux de Cinema Francês – Parte IV

Oi, gente!

Essa é a quarta e última parte da série de posts sobre o Festival Varilux de Cinema Francês. Espero que tenham gostado dos posts, que tenham ficado com vontade de assistir aos filmes e que tenham conseguido ver algum no Festival. Quem se interessou e não conseguiu, a maioria deles vai estrear no cinema daqui a algum tempo; O Homem Que Ri e A Datilógrafa já estão em cartaz. Confiram o último post, com os dois últimos filmes que vi no Festival.

·  Uma Dama em Paris (Une Estonienne à Paris)
Direção: Ilmar Raag
Origem: França
Ano: 2012


Sinopse: Anne deixa a Estônia para vir a Paris, cuidar de Frida, uma idosa estoniana que emigrou para a França há muito tempo. Anne logo percebe que não é desejada. Tudo que Frida quer da vida é a atenção de Stéphane, seu amante há tempos. Stéphane, no entanto, está desesperado para que Anne fique e cuide de Frida, mesmo contra a vontade da velha senhora. Neste conflito de estranhos, Anne encontra seu próprio caminho.

Frida é uma senhora idosa com um gênio muito complicado, que já espantou muitos cuidadoras que seu ex-amante Stéphane contratou e tentou se matar com a última cuidadora. Depois disso, Stéphane teve a ideia de contratar uma cuidadora estoniana para ver se Frida se identificaria e se animaria com ela. Foi aí que uma casa de repouso, onde Anne já trabalhou, a telefonou e fez a proposta para que fosse morar em Paris para cuidar de uma senhora estoniana, já que falava francês e que sua mãe, a quem se dedicou a cuidar nos dois últimos anos, falecera. Depois de pensar um pouco, Anne aceitou.


No início, a relação de Anne com Frida foi difícil, fazendo com que Anne recorresse a seu patrão, Stéphane, e quase desistisse do trabalho. Porém, não se deixou dar por vencida e tentou de tudo para ganhar a simpatia de Frida e para agradá-la; e acabou ganhando ainda mais do que isso.

O filme não traz nada de surpreendente, mas a evolução da relação entre Anne, Stéphane e Frida é interessante, além da atuação ótima de Jeanne Moreau. Vale a pena assistir.

·  Prenda-me (Arrêtez-moi)
Direção: Jean-Paul Lilienfeld
Origem: França
Ano: 2013


Sinopse: Uma noite, uma mulher vai a uma delegacia confessar o assassinato do seu marido violento cometido há muitos anos. Mas à medida que a policial interroga essa mulher, menos tem vontade de prendê-la.



A personagem de Sophie Marceau é uma mulher reprimida, que convive com a violência doméstica desde a infância, não sabe se impor e que, por isso, é totalmente instável psicologicamente. As histórias que ela conta são fortes, até emocionam, mas a delegada, interpretada por Miou-Miou, é o verdadeiro destaque do filme, variando entre momentos de fúria, impaciência, pena, reconhecimento, ironia e instabilidade emocional. Prenda-me foi o último filme que vi no Festival Varilux de Cinema Francês e também o mais forte. Recomendo!


Para ler a Parte I, clique aqui.
Para ler a Parte II, clique aqui.
Para ler a Parte III, clique aqui.

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