sábado, 21 de setembro de 2013

Rock in Rio 2013 – Dia 14/9

Oi, gente!

Fui ao Rock in Rio no sábado passado e vou contar como foi. Em primeiro lugar, preciso dizer que a desorganização continua e que está pior. Medina deveria me contratar para organizar essa joça, porque do modo que está não é possível!

Esse ano, o evento recebeu em torno de 25 mil pessoas a menos que em 2011, o que não melhorou em nada a sensação de superlotação. Muita muvuca, muito empurra-empurra, muitas pessoas esbarrando umas nas outras e muitas filas (principalmente nos brinquedos, as filas são intermináveis e chegam a durar até 6 horas, um absurdo). Só nos restaurantes que as filas estão bem menores, inclusive no Bob’s, que era o pior de todos em questão de fila em 2011. Para falar a verdade, nem parece que diminuiu a quantidade de pessoas – para mim, a venda de ingressos foi numericamente a mesma que na edição anterior.

A suposta revista na entrada, que disseram que seria bem mais rigorosa nesta edição do evento, continua igual. Tudo o que eles proibiram as pessoas de levar e mais um pouco, tinha lá dentro. O pior de tudo, para mim, são os diversos tipos de drogas que qualquer um via algumas pessoas usando a qualquer hora. Agora me respondam: qual o sentido de você pagar caro por um ingresso para curtir shows de bandas que você gosta muito para ficar se drogando no meio do evento? Não consigo entender, sinceramente. Como se já não bastassem as pessoas fumando cigarro à nossa volta, ainda temos que aguentar outros tipos de coisas que soltam fumaça, inclusive charuto. Deveria ser proibido fumar qualquer coisa no Rock in Rio. Aí vem os fumantes se defender “ah, mas é lugar aberto!”. É “aberto”, entre aspas: quando você está num lugar onde tem 84.999 pessoas em volta de você, numa tremenda muvuca onde mal dá para respirar, isso passa a ser um lugar fechado – fechado por pessoas -, logo não se deve fumar. A fumaça do cigarro fede (muito), faz mal (principalmente para pessoas alérgicas, como eu) e se espalha por vários metros. Se você quer deixar o seu pulmão preto (entre vários outros problemas causados pelo cigarro no corpo humano), deixe apenas o seu, fumando dentro de um saco de pão, porque ninguém é obrigado a aturar a fumaça e as consequências do seu vício.

Sobre os shows, assisti a 5 – os 4 do Palco Mundo e 1 bem mal no Palco Sunset; e é aí que começa a desorganização do festival. Este ano, resolveram colocar os 2 últimos shows do Palco Sunset com horários intercalados entre os 2 primeiros shows do Palco Mundo; quer dizer, obviamente deu merda. Os shows, seja em festivais ou não, quase nunca começam e terminam na hora exata marcada. Colocaram o show do The Offspring entre o show do Capital Inicial e do 30 Seconds to Mars. Começou logo depois do Capital Inicial, quase ao mesmo tempo, e não terminou a tempo de começar o do 30 Seconds to Mars, ou seja, se você queria ver os dois shows, ficou querendo, porque teve que escolher. Fora o fato de que os organizadores subestimaram o The Offspring, achando que pouca gente iria assistir, mas muita gente que foi queria assistir (algumas foram só para isso), a maioria entre 20 e 30 anos, pois fez parte da infância e adolescência. Resultado: ficou lotado, não cabia mais gente! Eu não consegui ver o show e mal consegui ouvir, porque a acústica do Palco Sunset estava terrível. Tentei chegar um pouco mais perto, mas estava tão apertado e cheio ali que foi impossível. Ouvi bem mal algumas músicas que queria ouvir e, achando que o show já havia acabado, saí de lá para ver o 30 Seconds to Mars no Palco Mundo. Enganei-me o show do The Offspring ainda estava rolando. Foi um misto de raiva com decepção. Essa ideia de intercalar os shows entre os palcos foi a pior de todas deste ano! Espero que em 2015 eles tenham aprendido com o erro e não façam mais isso, ou então que só coloquem artistas “ruins”, que quase ninguém gosta, no Palco Sunset; assim não fica lotado daquele jeito e quem quer muito ver e ouvir o show, consegue.

O mais perto que consegui chegar do Palco Sunset no meio da multidão

Sobre o show do Capital Inicial: achei muito bom, mas poderia ter sido melhor. Eu como fã gostaria que eles tivessem tocado músicas que não foram incluídas no set list devido ao tempo curto de show que o evento exige das primeiras bandas do Palco Mundo. Teria trocado algumas músicas por outras, mas gostei bastante.


O show do 30 Seconds to Mars foi bom, principalmente por causa do Jared Leto, que é um dos vocalistas de banda mais lindos que existem, no mundo. Conhecia poucas músicas, pois parei de acompanhar a banda há alguns anos, mas gostei do show e de ver o Jared descendo pela tirolesa enquanto cantava. Foi o ponto alto do show!


Florence and the Machine: o maior motivo para eu querer ter ido ao Rck in Rio no dia 14. O segundo maior motivo era o The Offspring, mas não deu certo, como já comentei acima. Fiquei arrependida de não ter ido a um festival que teve aqui no Rio há 2 anos, se não me engano, em que a Florence e o Bruno Mars cantaram. Na época, só conhecia 1 música da Florence e talvez não tivesse curtido tanto o show, mas pouco tempo depois me tornei fã e comecei a amar as músicas da Florence and the Machine, aí bateu aquele arrependimento de não ter ido ao outro show, mesmo assim. O show da Florence no Rock in Rio foi maravilhoso, só tenho isso a dizer! Música sei que é questão de gosto e eu adoro as dela, mas ela tem muita presença de palco e o conjunto da obra foi ótimo! Foi o show que mais ouvi elogios no dia seguinte das pessoas que foram!


O show do Muse, o último da noite, eu não curti muito. Não conheço quase nenhuma música da banda e as que conheço, não acho grande coisa. Já estava bem cansada no final da noite também, então fiquei sentada a maior parte do show; mais ouvi do que vi, e achei as músicas bem parecidas e repetitivas. Sei que muita gente gosta da banda, mas não me conquistou.


Por último, vou falar dos brindes desse ano: estavam bem sem graças e sem criatividade. Muitos se repetiram da edição passada e outros foram apenas uma variação dos antigos, como é o caso da pulseira que pisca do Itaú, que é uma variação do anel que pisca da outra edição. A Trident me decepcionou muito, porque em 2011 peguei vários chicletes de graça e esse ano estão vendendo a R$ 2,00 com ambulantes em guitarras verdes ou você precisa gravar um vídeo tosco pagando mico, que vai ser postado na internet, para ganhar um mísero Trident! Da outra vez, eram plaquinhas legais para você tirar foto com seus amigos ou sozinho, e você ganhava um a embalagem grátis só de ir até o estande. Achei legal que esse ano tem muitas ações para tirar foto, isso todo mundo gosta e custa barato. É só postar no site ou Facebook, como a Oi, o Multishow e a Heineken estão fazendo.

Então é isso. Depois conto mais sobre o outro dia que eu fui e sobre hoje, que ainda irei. Mais algumas fotos abaixo.


Beijos a todos!



O estande da Coca-Cola com tradicional garrafão luminoso
Estande da Sky

Roda gigante do Itaú com fila interminável para ir
Estande da Oi

Uma das lojas com produtos oficiais
Área super VIP do Itaú e loja da Taco abaixo
Estandes da Niely e da Chili Beans

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