sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Tom, o Garoto Malandro

Uma professora leva um grupo de crianças de 5 anos passa passear na floresta e desmaia após comer inadvertidamente uma frutinha silvestre, deixando seus alunos à própria sorte. Ao tentarem encontrar o caminho de volta para casa, dão de cara com Tom, um garoto de 14 anos que dorme em uma árvore velha. Fazem, então, um trato: quando tudo o que lhes foi ensinado na escola fosse desaprendido e o carro de Tom fosse consertado, ele os ajudaria a encontrar o caminho de casa. O problema é que Tom trocou o conserto do carro por uma das crianças como refeição ao Lobo.


Pouco tempo depois de fazer a troca com o Lobo, Tom se arrependeu e contou às crianças, que ficaram espantadas, mas bolaram um plano junto com ele para se livrar do temido Lobo. No meio do caminho, eles reencontram a professora sem memória e vivendo tão bem adaptada à floresta que parecia a Jane do Tarzan.  Tom e Lobo ficam encantados com a beleza e espontaneidade da professora. Ela leva todos até a sua casa incrível (sim, a professora desmemoriada construiu uma casa linda e criativa no meio do nada!) e pede para que seus alunos lhe ensinem coisas que não sabia mais devido à perda de memória. Nesse meio tempo, o Lobo decide que quer se casar com ela em troca de não comer o Pequeno Paul, uma das crianças do grupo. Ela acaba aceitando a proposta, mas algumas reviravoltas na trama fazem com que o Lobo não tenho o seu desejado final feliz.

Tom, o Garoto Malandro se mostra um mix de Mogli, O Menino Lobo com Chapeuzinho Vermelho. Assim como Mogli, Tom também não tem pais e cresceu na floresta, embora não tenha sido criado por animais como Mogli. O Lobo que tanto assusta as crianças é como se fosse o Lobo Mau do conto da Chapeuzinho Vermelho, que é astuto e gosta de comer criancinhas inocentes e Tom, mais tarde, acaba assumindo o papel do Caçador. As crianças e depois a professora são as Capeuzinhos Vermelho da história, porém com um sentido diferente.


No final, o longa-metragem de Manuel Pradal acaba sendo apenas um filme infantil bobinho, excessivamente fantasioso, com muitas cenas deveras irreais e sem muito a oferecer. O que salva um pouco – bem pouco – é a bela fotografia e o carisma das crianças. O que poderia ser uma bela obra infantil francesa como O Pequeno Nicolau ou A Guerra dos Botões não chega nem perto. Uma pena.

*Este texto também foi publicado aqui no Almanaque Virtual.


Festival do Rio 2013 – Mostra Geração - longas

Tom, o Garoto Malandro (Tom le Cancre)

França - 2012. 78 minutos.

Direção: Manuel Pradal

Com: Stéphanie Crayencourt, Sacha Bourdo, Steve Le Roi e Matys Soboul.


Nota: 2

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