quarta-feira, 2 de abril de 2014

S.O.S. Mulheres ao Mar

Uma mulher que foi trocada pelo marido por outra mais jovem e bonita, entra em depressão, faz loucuras para reconquistá-lo, no meio do caminho vê que não adianta e que não vale a pena, e acaba se envolvendo com um novo alguém inesperado e mais interessante. Quem nunca viu um enredo igual a este ou parecido em um filme? Pois o cinema nacional nos regala com mais um exemplar seguidor do modelo supracitado: S.O.S. Mulheres ao Mar. O longa conta a jornada de Adriana (Giovanna Antonelli), que resolve ir atrás do ex-marido Eduardo (Marcelo Airoldi) e de sua nova namorada Beatriz Weber (Emanuelle Araújo), uma queridinha nas novelas, num cruzeiro para a Itália, carregando sua irmã Luiza (Fabíula Nascimento), sua empregada Dialinda (Thalita Carauta), muita confusão e nenhuma bagagem. Com o objetivo de estragar a viagem de Eduardo e também de reconquistá-lo, Adriana acaba tendo uma grande surpresa no navio que muda totalmente o rumo de sua vida, assim como o de suas duas animadas companheiras de viagem.


Com muitas trapalhadas do trio feminino principal, a comédia romântica S.O.S. Mulheres ao Mar começa morna, porém as cenas no navio dão um up na trama, proporcionando momentos divertidos ao público, especialmente quando Beatriz chama Adriana para cantarem juntas no palco e ela improvisa, criando uma letra para a sua rival ‘ladra de marido’ ao som de “Funiculi Funicula”, impossível de não arrancar algumas gargalhadas. A empregada Dialinda é a típica caricatura de doméstica nordestina com pouco estudo que demora a entender tudo o que lhe é dito, fala errado com certos cacoetes, se veste de maneira bastante chamativa e tem o livro de auto-ajuda "SOS - Salvando um Sonho" como guia de sua vida e da viagem; enquanto que Luiza é a típica mulher alegre, cara de pau (no bom sentido da expressão), que só pensa em homem, arranha bem um portunhol-italiano, e que tenta ajudar a irmã de todas as maneiras a se reerguer. O charmoso personagem André (Reynaldo Gianecchinni) é quem dá a reviravolta na trama e na vida de Adriana. As referências mais nítidas presentes no longa, não só na história como imageticamente numa cena específica, são os filmes Cruzeiro das Loucas (Mort Nathan, 2003) e Titanic (James Cameron, 1997), não coincidentemente filmes que também se passam em navios.

Não é a primeira vez que Giovanna Antonelli e Reynaldo Gianecchini formam um par romântico. A primeira parceria nos telões ocorreu em Avassaladoras (Mara Mourão, 2002) e na TV foram seis no total, sendo a atual a novela das nove Em Família, de Manoel Carlos. A química do casal é inegável, mas não consegue fazer o roteiro se tornar interessante e sair do lugar-comum. O ponto alto do filme com certeza se encontra nas bellas paisagens e monumentos da Itália. Um verdadeiro deleite aos olhos.


Terceiro longa-metragem da diretora Cris D’Amato (Sem Controle e Confissões de Adolescente: O Filme), S.O.S. Mulheres ao Mar é mais uma comédia romântica brasileira, daquelas previsíveis repletas de clichês, que sabemos como vão terminar e que o trailer revela as cenas mais engraçadas, eliminando boa parte das surpresas na hora que o filme é assistido. Não é uma película propriamente ruim, apenas não traz nada de novo ao cinema nem surpreende o espectador, como o gênero vem fazendo já há algum tempo no cenário cinematográfico nacional, saturado de comédias que em nada acrescentam. Bom para quem quer dar algumas risadas despretensiosas e comer uma pipoca no escurinho do cinema.


S.O.S. Mulheres ao Mar

Brasil - 2014. 94 minutos.

Direção: Cris D’Amato
Com: Giovanna Antonelli, Reynaldo Gianecchini, Fabíula Nascimento, Thalita Carauta, Marcello Airoldi e Emanuelle Araújo.


Nota: 3

Um comentário:

PAULO TAMBURRO. disse...

RAISSA,

Sou seu mais novo seguidor.

Belas resenhas.

Vou encontrar tempo para ver!

Um abração carioca.

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