quinta-feira, 12 de junho de 2014

Amor Sem Fim

Uma menina rica, um rapaz pobre. Pais que proíbem o amor adolescente pela diferença social e outros motivos pessoais. Jovens que vivem ardentemente o seu amor secreto, às vezes acobertados por amigos. Pais furiosos ao descobrir, mas que acabam cedendo no final ao perceberam que sua proibição será em vão. Depois de muita insistência, o amor vence. São inúmeros os filmes românticos que utilizam esta fórmula, que, pelo imaginário e pela possível identificação do público-alvo (adolescentes), continua dando certo. Seu mais recente representante é Amor Sem Fim, remake do clássico de 1981 de Franco Zeffirelli, inspirado no livro homônimo de Scott Spencer, desta vez com direção de Shana Feste (Em Busca de Uma Nova Chance e Onde o Amor Está).


Alex Pettyfer (Magic Mike) e Gabriella Wilde (Os Três Mosqueteiros) interpretam os personagens que antes foram de Martin Hewitt e Brooke Shields na versão original de Zeffirelli. David Elliot e Jade Butterfield são dois adolescentes apaixonados que vão lutar até o fim para ficarem juntos, mesmo que o dominador pai de Jade (Bruce Greenwood, de Além da Escuridão - Star Trek e Não Estou Lá) não concorde com o namoro e faça de tudo para impedi-lo. Por outro lado, sua mãe Anne (Joely Richardson, de O Patriota e Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres), torce muito pelo romance e pela felicidade da filha, assim como seu irmão Keith (Rhys Wakefield, de Uma Noite de Crime).


David demorou quatro anos para falar com Jade, mas a paixão arrebatadora que surgiu no dia em que aconteceu o primeiro diálogo entre os dois compensou todo este tempo. A menina que parecia pura e inocente, voltada apenas para os estudos, mostrou-se bastante receptiva ao amor e a tudo o que o acompanha, com um apetite voraz para viver tudo o que fora impedida de viver até então. Tanto David quanto Jade são personagens com estereótipos irreais para o mundo de hoje, assim como Hugh, o pai de Jade, porém nele há uma ótima representação patológica do trauma, que intensifica ainda mais a sua índole agressiva e controladora. É em Anne que se encontra a personagem mais real de todo o filme – uma mulher infeliz no casamento, com um marido indiferente e adúltero, que tenta sempre manter a relação familiar harmoniosa.


Como no longa Diário de uma Paixão (Nick Cassavetes, 2004), Endless Love (no original) apresenta um amor juvenil de verão que evolui para algo mais sério e duradouro, e vence todos os obstáculos, inclusive o do tempo, provando que a velha máxima de que “o amor supera tudo” é verdadeira; ao menos em romances fictícios. Um filme mediano com cara de Sessão da Tarde com a única finalidade de entreter durante seus 104 minutos. Não coincidentemente, Amor Sem Fim estreia no Dia dos Namorados. Uma boa pedida para jovens casais apaixonados, se o jogo da Copa permitir.

*Este texto também foi publicado aqui no Almanaque Virtual.


Amor Sem Fim (Endless Love)

EUA - 2014. 104 minutos.

Direção: Shana Feste

Com: Alex Pettyfer, Gabriella Wilde, Bruce Greenwood, Joely Richardson, Robert Patrick e Rhys Wakefield.


Nota: 3

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